Filantropo: O que é, significado e conceito

Filantropo é um adjetivo dado a quem pratica a filantropia, ou seja, a ação de sentir amor e apreço pela humanidade. Trata-se da pessoa de caráter altruísta, que faz obras de caridade, ajuda os próximos e pratica o bem sem intenção de ser recompensado(a) por isso.

Uma pessoa que pratica a filantropia não distingue as pessoas por cor, raça, religião, orientação sexual ou qualquer outro aspecto. Seu único critério é ajudar pessoas, seja financeiramente ou através de ações benéficas e inclusivas.

A filantropia está muito ligada a bondade e a consciência de que há pessoas necessitadas que podem ser ajudadas. Principalmente pessoas que estão à margem da sociedade ou que já sofreram perseguição, foram e são vítimas de exclusão social.

O que é filantropo?

Ser filantropo é sinônimo de ser caridoso, benfeitor e altruísta. Isso quer dizer, aquele(a) que se preocupa e age em favor das outras pessoas. É quem pratica o amor ao próximo sem querer nada em troca. Por isso, trabalha com dedicação pela caridade e pelo bem-estar dos mais necessitados.

Pessoas arrecadando doações
Ser filantropo significa ter a caridade como uma filosofia de vida  (Foto: depositphotos)

Sendo assim, é chamado de filantropo(a) aquela pessoa que tem como um dos seus objetivos de vida tentar melhorar a humanidade. Dessa forma, ela trabalha para diminuir a pobreza, fome, exclusão, preconceitos e outros males da sociedade.

O que difere uma pessoa filantropa de uma pessoa comum que faz caridade é que o seu altruísmo é intrínseco e ela não quer nada em troca. Isso significa que suas intenções partem da sua filosofia de vida. Assim, ela acredita que pode melhorar a vida dos seus semelhantes de alguma forma.

Por exemplo, alguém que compra um prato de comida para uma pessoa necessitada vez ou outra não é considerada filantropo. Apesar de ser um gesto de caridade muito bonito e válido. Pois essa é uma ação apenas, e não uma filosofia de vida e uma prática rotineira. Não há dedicação para combater esse problema ou sua origem de forma geral.

Isso não quer dizer que uma pessoa filantropa precisa dedicar a sua vida apenas a fazer o bem, mas isso precisa estar sempre presente em sua vida. Empresários que se utilizam da responsabilidade social para oferecer serviços de graça contínuos para pessoas carentes podem ser considerados filantropos.

Muitos artistas, pessoas comuns e grupos de amigos também abrem espaços ou desenvolvem programas de acolhimento, educação e alimentação para pessoas necessitadas, o que é um ato de filantropia.

Origem do termo

A palavra filantropia vem do grego philánthropos, que tem como tradução “amigo da humanidade” ou “amor pela humanidade”. É uma palavra que nasceu para definir as pessoas que praticavam a caridade e lutavam pela diminuição da pobreza na Grécia Antiga.

Entretanto, alguns estudos afirmam que a palavra nasceu em Roma, no ano de 363. O Imperador Flávio Cláudio Juliano estaria disposto a restaurar o paganismo como religião romana. Para isso, baseou-se na caridade e criou o termo filantropia para dar nome as suas ações.

Outros pesquisadores, mais ligados a religião católica, afirmam que o termo filantropia está presente em uma carta cristã do apóstolo Paulo datada de 66 d.C..

No português, a palavra se escreve sem acento, mas se pronuncia como se tivesse acento circunflexo no primeiro “o” (“filantrôpo”). No inglês, o termo se escreve philanthropist.

Entidade filantrópica: Entenda o que é

Entidade filantrópica é o nome dado à organização de pessoa jurídica que tem como objetivo prestar serviços à sociedade. Explicando de forma clara, é como uma empresa que tem como serviço e objetivo atuar em benefício das pessoas, praticando o bem e diminuindo desigualdades sociais.

As principais pessoas beneficiadas pelas entidades filantrópicas são as pessoas carentes ou vítimas de exclusão e preconceitos na sociedade. Neste caso, essas organizações trabalham sem fins lucrativos ou objetivos financeiros.

As entidades filantrópicas podem surgir da iniciativa governamental, civil ou empresarial. Ou seja, tanto Governo, uma empresa ou uma pessoa pode abrir uma entidade desse tipo para ajudar pessoas e praticar o bem sem querer nada em troca.

Contudo, atualmente é preciso seguir e preencher algumas normas e exigências para se obter o título de entidade filantrópica. Afinal, a maioria dessas organizações se mantém com doações e investimentos que precisam constar na fiscalização do Estado, para evitar a lavagem de dinheiro.

Clicando nesse link, você verá uma lista enorme de várias entidades filantrópicas no Brasil. A lista foi feita pelo Portal Brasil. Você pode conhecer e ajudar essas organizações e compartilhar caridades com outras pessoas!

É a mesma coisa que ONG?

Não. ONGs são Organizações Não Governamentais. Também não podem ter fins lucrativos e precisam ter origem formal e autônoma, sem envolvimento do Estado. Outra diferença é que as ONGs não precisam ter como objetivo apenas melhorar a humanidade, mas também meio ambiente, ecologia, entre outros.

Uma entidade filantrópica pode surgir da iniciativa do Estado, já as ONGs não podem. O Governo pode abrir um asilo, albergue ou orfanato para prestar o bem a pessoas necessitadas, por exemplo. Entretanto, não pode abrir uma ONG.

O objetivo das ONGs é a ação solidária entre voluntários das políticas públicas de humanidade, sociedade e meio ambiente. Essas pessoas se dedicam a acolher indivíduos com condição de cidadania excluída pelo Estado e lutar por causas não supridas pela ação do Governo.

As ONGs também podem ser entidades de filantropia, mas não envolvem apenas a ação pela humanidade. Há ONGs que protegem e conscientizam sobre a situação de animais de rua ou silvestres, áreas de florestas e outros.

É preciso ser rico para ser filantropo(a)?

Não, mas essa é uma dúvida de muita gente! Normalmente, as mídias – principalmente a TV – referem-se à filantropia como uma ação de pessoas ricas ou famosas, mas não é preciso ter muito dinheiro ou passes para praticar a filantropia.

As ações de filantropia estão mais ligadas no poder de fornecer algo, ou tempo e atenção as pessoas e causas sociais. O objetivo é se sentir bem ajudando as pessoas. Por isso, uma pessoa caridosa que pratica ações rotineiras de altruísmo em igrejas, hospitais, escolas e entidades também é uma pessoa filantropa.

O que é misantropo?

Misantropo é o oposto de filantropo. Ou seja, é a pessoa que tem ódio e aversão pela humanidade. É quem pratica o mal, aprecia a desigualdade, o preconceito e a exclusão. Essa pessoa trabalha para que os males sociais continuem existindo.

Um dos exemplos mais famosos da misantropia é o uso de grampos nas calçadas e embaixo de pontes e viadutos. Eles são postos nesses locais para que as pessoas de rua não possam deitar para dormir.

Muitas pessoas também consideram a corrupção política um ato de misantropia. Isso porque quando o dinheiro público é desviado, muitas pessoas deixam de receber serviços básicos que são parte dos Direitos Humanos e constituem a dignidade dos cidadãos.

É sinônimo de egoísta, individualista e egocêntrico. Apesar disso, misantropo também é um adjetivo que designa pessoas que não gostam de contato social. Por isso, não confiam na sociedade no geral e não têm esperança que os indivíduos possam mudar.

Nesse último caso, misantropo é sinônimo de desconfiado, insociável, introvertido, sombrio, triste e retraído.

Exemplos de filantropia no mundo

Em primeiro lugar, precisamos falar da maior entidade filantrópica do mundo: The Giving Pledge. Criada pelos bilionários Bill Gates e Warren Buffett nos EUA, a organização convocou vários bilionários do mundo inteiro para doarem metade das suas fortunas com o objetivo de diminuir a desigualdade no mundo.

Home da The Giving Pledge
Essa organização filantrópica é uma idealização de Bill Gates e Warren Buffett (Foto: Site The Giving Pledge)

Hoje, a The Giving Pledge reúne cerca de 70 filantropos milionários e bilionários que concordaram em doar 50% das suas fortunas em prol das causas humanitárias. As principais são o combate a fome (principalmente na África), moradia para os pobres e distribuição de água potável em vários países do mundo.

Exemplos de filantropia no Brasil

No Brasil, a filantropia não é tão comum quanto nos países desenvolvidos da América do Norte, Europa e Ásia. Contudo, existem grandes entidades que ajudam muitas pessoas e que você certamente já ouviu falar. Veja a lista:

Seja um filantropo(a)

A filantropia é mais do que uma ato de bondade, é uma ato de responsabilidade. “Fazer o bem faz muito bem” como diz o ditado popular. Olhe ao redor na sua cidade e veja quais são as necessidades das pessoas carentes. Seja a pessoa que toma a iniciativa!

Há outro ditado que diz que a gente não consegue mudar o mundo, mas consegue melhorá-lo para outras pessoas. Reflita sobre essa filosofia e, acima de tudo, comece a agir. Como já foi dito no filme “Corrente do Bem” (2000): Às vezes a ideia mais simples faz a maior diferença.

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