Significado de recessão

Recessão é um termo que se refere ao ato de recuar, retroceder ou voltar atrás. É o contrário de avançar ou progredir.

É muito empregado na área da economia, ao ser usado na ideia de recessão econômica, que é quando a economia diminui e gera problemas como o desemprego.

Neste artigo você vai conhecer tudo sobre esse termo e também sobre o que é recessão econômica. Confira abaixo:

O que é recessão?

De acordo com a maioria dos dicionários, o significado de recessão é a ação ou ato de afastar-se, retroceder, recuar.

Preocupação com números caindo
Recessão é o contrário de avançar ou progredir (Foto: depositphotos)

É um termo muito associado com as palavras crise, depressão, paralisação, involução, estagnação e paralisação. Trata-se do ato ou efeito de voltar atrás, de não progredir.

Por exemplo, quando uma criança para de estudar ela entra em recessão de aprendizado. Isso significa que ela não avança intelectualmente e corre risco de perder suas habilidades pela falta de estímulo escolar.

Outro exemplo se refere à saúde. Quando um paciente está em tratamento de alguma doença e, infelizmente, o tratamento para de funcionar, quer dizer que o quadro de saúde está recessivo (em recessão).

Ao invés de progredir e melhorar a vida do paciente, o tratamento já não serve e o quadro do paciente piora.

O uso deste termo é mais comum quando o assunto é economia, uma vez que a recessão econômica é um problema que a maioria dos países enfrenta ou já enfrentou. Abaixo, você confere tudo sobre recessão econômica.

O que é recessão econômica?

Chama-se recessão econômica o período de declínio do crescimento e desenvolvimento econômico de uma determinada região ou país.

É um problema que tem como resultado a diminuição da produção e do trabalho. Além dos salários e benefícios das empresas e da população.

Do ponto de vista dos economistas e empresários, a recessão econômica tem como características a restrição de importações, menor produção, diminuição do Produto Interno Bruto (PIB) e a capacidade ociosa da população.

Para a população, em especial o consumidor, significa menor poder de compra, restrição de crédito, aumento dos juros e inflação, desestímulo de consumo e insatisfação financeira.

Para os trabalhadores, o cenário é ainda pior: menores salários, menos direitos e aumento do desemprego.

Apesar de ruim, a recessão é vista como uma parte comum do ciclo econômico.

Os países geralmente sempre se preparam para lançar pacotes e projetos de retenção e controle da recessão. Por isso, grande parte dos países consegue sair das recessões.

Quando começa uma recessão?

De acordo com os aspectos técnicos, uma recessão só é oficializada após dois trimestres consecutivos de queda no PIB.

Para quem não sabe, o PIB é o produto interno bruto de um país ou região. É o valor e como está a venda dos produtos produzidos neste local. Também se observa o consumo da população na análise do PIB.

Por isso, quando se fala sobre crescimento do PIB, isso significa que os produtos produzidos naquela região estão saindo e vendendo bem.

Consequentemente, aquece a economia, gera empregos e aumenta o poder de compra e consumo da população.

Por outro lado, quando se fala sobre a queda do PIB, isso quer dizer que o que está sendo produzido não está vendendo e não há lucro, esfriando a economia.

Sendo assim, essa queda provoca as questões que podem resultar em recessão econômica.

Contudo, se o PIB não cair, apenas diminuir o crescimento, chama-se estagnação econômica, e não recessão.

Também há o termo depressão econômica, que é a versão muito mais grave e severa da recessão.

O que acontece quando um país entra em recessão?

Quando um país, cidade ou região entra em recessão, isso quer dizer que este local parou de avançar economicamente.

Trata-se de um problema grave de administração, pois acarreta em prejuízos financeiros, sociais e de desenvolvimento humano.

A recessão traz consigo a queda da produtividade industrial (diminuição do PIB), diminuição do comércio e do poder de compra, desemprego e a inadimplência.

Nos casos mais graves, a recessão pode trazer problemas como fome, criminalidade e problemas de saúde mental na população, como depressão e ansiedade.

As recessões que atingem todo um país são chamadas de depressão econômica. É uma crise que afeta a sociedade em vários aspectos da vida. E os resultados são estes que foram citados nos parágrafos acima.

Recessão de gastos: a forma planejada desse fenômeno

Por outro lado, há também a recessão de gastos, que é uma forma planejada de recessão.

Nesse caso, pode ocorrer até mesmo em empresas e pequenos negócios. Consiste na diminuição da produção e investimentos.

A recessão de gastos é uma estratégia de administração financeira que tem como objetivo conter o volume de despesas.

É comum em casos de grande endividamento e crises. Assim, a saída escolhida é diminuir o avanço da empresa, cidade ou país a fim de quitar as despesas e se salvar da falência.

Significado de Rh

RH é a sigla que significa Recursos Humanos. Trata-se de um departamento empresarial responsável pela seleção, contratação, treinamento, remuneração, administração das regras profissionais da empresa e comunicação entre os funcionários e a organização. Também é referência ao total e valor qualitativo de empregados e colaboradores da empresa ou conglomerado.

O nome do departamento é Recursos Humanos devido a ideia de que as pessoas de uma empresa também são um recurso que precisam de cuidado e administração. Trata-se de um setor importante, que engloba todos os funcionários de todos os setores e cargos.

Relacionado ao capital humano, os recursos humanos visam melhorar e facilitar o controle e produção dos funcionários. Além disso, é esse o setor responsável por controlar e fiscalizar os outros departamentos para assegurar de que tudo está acontecendo conforme dizem as leis trabalhistas.

O que são Recursos Humanos (RH)?

Recursos Humanos são as pessoas que fazem parte de uma empresa. Assim como há os Recursos de Produção (que se referem aos equipamentos) e Recursos Materiais (os materiais usados para a produção), há os Recursos Humanos, referente às pessoas que trabalham no local.

Empilhamento do quadro de funcionários
Selecionar, entrevistar e contratar profissionais são algumas das responsabilidades do RH (Foto: depositphotos)

Por isso, esse nome acabou sendo atribuído ao Departamento que cuida das pessoas da empresa. Seja a entrada, estadia, direitos, regras, negociações e saída dos funcionários. É de extrema importância que empresas de médio e grande porte tenham um Departamento de RH.

Assim como os outros recursos, os profissionais também são parte importante, por isso um departamento que contribua e administre a estadia deles na empresa. Para isso, o RH serve para gerenciar os funcionários de todos os setores, dos cargos altos aos mais baixos.

Para que serve o Recursos Humanos de uma empresa?

Esse departamento serve justamente para administrar as pessoas que trabalham em determinada empresa! Enquanto os outros setores têm os seus objetivos de produção e gerenciamento, por exemplo, o RH serve para administrar os funcionários.

Os objetivos são: realizar as seleções e entrevistas de empregos para novos funcionários, realizar as contratações e treinamentos, negociar as remunerações, fiscalizar os pagamentos de salários, entre outros.

Também é muito importante como meio de comunicação entre a empresa e os funcionários. Por exemplo, se entra uma regra nova na organização, é o RH quem transmite essa informação através dos meios que achar necessários.

Além disso, também é o meio de comunicação no sentido contrário. Ou seja, do funcionário com a empresa. Se um funcionário quer fazer uma reclamação, dar sugestões ou mesmo se desligar da empresa, ele deve procurar o RH.

Algumas empresas também designam ao RH os processos referentes à folha de pagamento e controle de horas extras dos funcionários. Isso envolve o cálculo e pagamento de rescisões, além do acompanhamento do contencioso trabalhista.

Os processos pós-demissão ou desligamento também são de responsabilidade do RH. Por exemplo, a garantia dos direitos como acordos de demissão e administração dos pagamentos de seguro-desemprego.

O que significa “procurar o RH”?

Geralmente, quando alguém fala que vai procurar o RH da empresa significa que ela vai procurar o departamento para fazer alguma reclamação ou denúncia. Isto acontece pois esse é o setor encarregado de garantir os direitos, dignidade e bem-estar dos funcionários.

Por isso, quando há abuso de poder ou influência, assédio, bullying ou mesmo crimes dentro da organização, é preciso se dirigir ao RH para realizar a denúncia.

Caso não haja RH na empresa ou o departamento não trabalha corretamente, o ideal é procurar a Justiça do Trabalho ou Ministério do Trabalho para efetuar as denúncias.

Apesar disso, um funcionário também pode procurar o RH em busca de ajuda, gozo de direitos ou benefícios. Por exemplo, no caso de licenças médicas, solicitação de folgas e férias, documentos de comprovação profissional, etc.

O que é um profissional de RH?

Profissional de RH é aquela pessoa que possui curso ou graduação em Gestão de Recursos Humanos (também chamado de Gestão de RH). Esse é um profissional especializado no trabalho de administração dos recursos físicos, intelectuais e de gestão de pessoas em uma organização.

Um profissional desse ramo é capacitado para desenvolver estratégias e ações de RH, como seleção, qualificação e capacitação de pessoas. Além disso, é responsável por promoção e avaliação de desempenho, elaboração de plano de cargos e salários, plano de carreiras, benefícios, qualidade de vida e coaching de executivos em empresas.

O que é Gestão de RH?

Gestão de Recursos Humanos é uma área de estudo que prepara profissionais para gerenciar pessoas e lidar com processos relacionados à administração do quadro de funcionários e colaboradores de uma empresa.

Por isso, é essencial para um bom setor de RH que os profissionais atuantes tenha cursado a Gestão de RH. Só assim, terão capacidades ideais de gerência de pessoas e processos importantes na administração do quadro de trabalhadores.

Vale a pena investir nos Recursos Humanos de uma empresa?

Com toda a certeza! As pessoas que trabalham em uma empresa precisam ser entendidas como um recurso tão importante quanto os materiais e equipamentos que usam. Aliás, são ainda mais importantes que todo o resto!

Os colaboradores que fazem a empresa, e não o contrário. Ter funcionários confiantes, bem gerenciados e capacitados é um dos segredos para uma empresa de sucesso. O RH também garante o contato com os funcionários, a fim de entender complicações e dificuldades, que quando resolvidas, ajudam a empresa a crescer.

Também é o setor de RH que se encarrega das comemorações de datas especiais, confraternizações, brindes, atividades em grupo e outros processos que aproximam os funcionários e desperta a sensação de bem-estar na empresa.

Equipe comemorando
Os departamento de Recursos Humanos é uma ponte entre funcionário e empregador (Foto: depositphotos)

O RH também é muito importante para identificar talentos e capacitá-los para crescer dentro da empresa. Com isso, o quadro de funcionários vai ficando cada vez melhor e mais polido.

Muitas empresas incluem no Departamento de RH profissionais da psicologia a fim de ajudar os funcionários em suas questões pessoais. Muitas vezes um bom profissional está passando por momentos complicados em sua vida e carreira, e tudo o que precisa é de amparo terapêutico para voltar a colaborar 100% com a empresa.

O trabalho do RH repercute em todos os setores empresariais e profissionais, desde os os cargos inferiores até os cargos de chefia. Muitas vezes, esse trabalho pode alcançar até mesmo as famílias dos componentes do quadro de pessoal da empresa.

História do RH: Como surgiu?

No início do século XX, os profissionais eram tratados apenas como força de trabalho e mão-de-obra. Essa era uma característica comum do modelo aplicado da Teoria Clássica de Administração, do francês Jules Henri Fayol.

Nesse modelo, a única função dos trabalhadores era cumprir seus deveres e atender as demandas produtivas da organização. Sendo um modelo retrógrado e opressor, os trabalhadores não podiam questionar ou exigir nada, não haviam muitos direitos trabalhistas também.

Vale ressaltar que nessa época já existia departamento de RH, mas não com esse nome e nada parecido com os de hoje em dia. Sua função era realizar pagamentos e garantir o máximo de produção, mesmo com os trabalhadores sendo forçados e manipulados extremamente.

Os primeiros estudos e aplicações dos modelos de RH surgiram em 1920, com a criação da Escola de Relações Humanas. Foi quando começou o processo de mudança que percorre até hoje. O movimento defendia a humanização e a garantia da qualidade de vida no trabalho. Além da aplicação e garantia dos direitos e da remuneração.

Nos anos de 1930, criou-se a Teoria das Relações Humanas, que trazia um novo modelo, mais baseado na gestão humanizada e inclusiva. Portanto, foi nesse momento que o RH começou a ser semelhante com o de hoje em dia. O setor defendia o capital humano e via a importância dos trabalhadores.

Hoje, o setor de RH é um departamento estratégico.  Visa a melhoria da produção, a qualidade do trabalho, o cumprimento das leis e desenvolvimento da organização. Inclusive, é comum que gestores de RH sejam promovidos a diretores e até mesmo a presidência na empresa.

Filantropo: O que é, significado e conceito

Filantropo é um adjetivo dado a quem pratica a filantropia, ou seja, a ação de sentir amor e apreço pela humanidade. Trata-se da pessoa de caráter altruísta, que faz obras de caridade, ajuda os próximos e pratica o bem sem intenção de ser recompensado(a) por isso.

Uma pessoa que pratica a filantropia não distingue as pessoas por cor, raça, religião, orientação sexual ou qualquer outro aspecto. Seu único critério é ajudar pessoas, seja financeiramente ou através de ações benéficas e inclusivas.

A filantropia está muito ligada a bondade e a consciência de que há pessoas necessitadas que podem ser ajudadas. Principalmente pessoas que estão à margem da sociedade ou que já sofreram perseguição, foram e são vítimas de exclusão social.

O que é filantropo?

Ser filantropo é sinônimo de ser caridoso, benfeitor e altruísta. Isso quer dizer, aquele(a) que se preocupa e age em favor das outras pessoas. É quem pratica o amor ao próximo sem querer nada em troca. Por isso, trabalha com dedicação pela caridade e pelo bem-estar dos mais necessitados.

Pessoas arrecadando doações
Ser filantropo significa ter a caridade como uma filosofia de vida  (Foto: depositphotos)

Sendo assim, é chamado de filantropo(a) aquela pessoa que tem como um dos seus objetivos de vida tentar melhorar a humanidade. Dessa forma, ela trabalha para diminuir a pobreza, fome, exclusão, preconceitos e outros males da sociedade.

O que difere uma pessoa filantropa de uma pessoa comum que faz caridade é que o seu altruísmo é intrínseco e ela não quer nada em troca. Isso significa que suas intenções partem da sua filosofia de vida. Assim, ela acredita que pode melhorar a vida dos seus semelhantes de alguma forma.

Por exemplo, alguém que compra um prato de comida para uma pessoa necessitada vez ou outra não é considerada filantropo. Apesar de ser um gesto de caridade muito bonito e válido. Pois essa é uma ação apenas, e não uma filosofia de vida e uma prática rotineira. Não há dedicação para combater esse problema ou sua origem de forma geral.

Isso não quer dizer que uma pessoa filantropa precisa dedicar a sua vida apenas a fazer o bem, mas isso precisa estar sempre presente em sua vida. Empresários que se utilizam da responsabilidade social para oferecer serviços de graça contínuos para pessoas carentes podem ser considerados filantropos.

Muitos artistas, pessoas comuns e grupos de amigos também abrem espaços ou desenvolvem programas de acolhimento, educação e alimentação para pessoas necessitadas, o que é um ato de filantropia.

Origem do termo

A palavra filantropia vem do grego philánthropos, que tem como tradução “amigo da humanidade” ou “amor pela humanidade”. É uma palavra que nasceu para definir as pessoas que praticavam a caridade e lutavam pela diminuição da pobreza na Grécia Antiga.

Entretanto, alguns estudos afirmam que a palavra nasceu em Roma, no ano de 363. O Imperador Flávio Cláudio Juliano estaria disposto a restaurar o paganismo como religião romana. Para isso, baseou-se na caridade e criou o termo filantropia para dar nome as suas ações.

Outros pesquisadores, mais ligados a religião católica, afirmam que o termo filantropia está presente em uma carta cristã do apóstolo Paulo datada de 66 d.C..

No português, a palavra se escreve sem acento, mas se pronuncia como se tivesse acento circunflexo no primeiro “o” (“filantrôpo”). No inglês, o termo se escreve philanthropist.

Entidade filantrópica: Entenda o que é

Entidade filantrópica é o nome dado à organização de pessoa jurídica que tem como objetivo prestar serviços à sociedade. Explicando de forma clara, é como uma empresa que tem como serviço e objetivo atuar em benefício das pessoas, praticando o bem e diminuindo desigualdades sociais.

As principais pessoas beneficiadas pelas entidades filantrópicas são as pessoas carentes ou vítimas de exclusão e preconceitos na sociedade. Neste caso, essas organizações trabalham sem fins lucrativos ou objetivos financeiros.

As entidades filantrópicas podem surgir da iniciativa governamental, civil ou empresarial. Ou seja, tanto Governo, uma empresa ou uma pessoa pode abrir uma entidade desse tipo para ajudar pessoas e praticar o bem sem querer nada em troca.

Contudo, atualmente é preciso seguir e preencher algumas normas e exigências para se obter o título de entidade filantrópica. Afinal, a maioria dessas organizações se mantém com doações e investimentos que precisam constar na fiscalização do Estado, para evitar a lavagem de dinheiro.

Clicando nesse link, você verá uma lista enorme de várias entidades filantrópicas no Brasil. A lista foi feita pelo Portal Brasil. Você pode conhecer e ajudar essas organizações e compartilhar caridades com outras pessoas!

É a mesma coisa que ONG?

Não. ONGs são Organizações Não Governamentais. Também não podem ter fins lucrativos e precisam ter origem formal e autônoma, sem envolvimento do Estado. Outra diferença é que as ONGs não precisam ter como objetivo apenas melhorar a humanidade, mas também meio ambiente, ecologia, entre outros.

Uma entidade filantrópica pode surgir da iniciativa do Estado, já as ONGs não podem. O Governo pode abrir um asilo, albergue ou orfanato para prestar o bem a pessoas necessitadas, por exemplo. Entretanto, não pode abrir uma ONG.

O objetivo das ONGs é a ação solidária entre voluntários das políticas públicas de humanidade, sociedade e meio ambiente. Essas pessoas se dedicam a acolher indivíduos com condição de cidadania excluída pelo Estado e lutar por causas não supridas pela ação do Governo.

As ONGs também podem ser entidades de filantropia, mas não envolvem apenas a ação pela humanidade. Há ONGs que protegem e conscientizam sobre a situação de animais de rua ou silvestres, áreas de florestas e outros.

É preciso ser rico para ser filantropo(a)?

Não, mas essa é uma dúvida de muita gente! Normalmente, as mídias – principalmente a TV – referem-se à filantropia como uma ação de pessoas ricas ou famosas, mas não é preciso ter muito dinheiro ou passes para praticar a filantropia.

As ações de filantropia estão mais ligadas no poder de fornecer algo, ou tempo e atenção as pessoas e causas sociais. O objetivo é se sentir bem ajudando as pessoas. Por isso, uma pessoa caridosa que pratica ações rotineiras de altruísmo em igrejas, hospitais, escolas e entidades também é uma pessoa filantropa.

O que é misantropo?

Misantropo é o oposto de filantropo. Ou seja, é a pessoa que tem ódio e aversão pela humanidade. É quem pratica o mal, aprecia a desigualdade, o preconceito e a exclusão. Essa pessoa trabalha para que os males sociais continuem existindo.

Um dos exemplos mais famosos da misantropia é o uso de grampos nas calçadas e embaixo de pontes e viadutos. Eles são postos nesses locais para que as pessoas de rua não possam deitar para dormir.

Muitas pessoas também consideram a corrupção política um ato de misantropia. Isso porque quando o dinheiro público é desviado, muitas pessoas deixam de receber serviços básicos que são parte dos Direitos Humanos e constituem a dignidade dos cidadãos.

É sinônimo de egoísta, individualista e egocêntrico. Apesar disso, misantropo também é um adjetivo que designa pessoas que não gostam de contato social. Por isso, não confiam na sociedade no geral e não têm esperança que os indivíduos possam mudar.

Nesse último caso, misantropo é sinônimo de desconfiado, insociável, introvertido, sombrio, triste e retraído.

Exemplos de filantropia no mundo

Em primeiro lugar, precisamos falar da maior entidade filantrópica do mundo: The Giving Pledge. Criada pelos bilionários Bill Gates e Warren Buffett nos EUA, a organização convocou vários bilionários do mundo inteiro para doarem metade das suas fortunas com o objetivo de diminuir a desigualdade no mundo.

Home da The Giving Pledge
Essa organização filantrópica é uma idealização de Bill Gates e Warren Buffett (Foto: Site The Giving Pledge)

Hoje, a The Giving Pledge reúne cerca de 70 filantropos milionários e bilionários que concordaram em doar 50% das suas fortunas em prol das causas humanitárias. As principais são o combate a fome (principalmente na África), moradia para os pobres e distribuição de água potável em vários países do mundo.

Exemplos de filantropia no Brasil

No Brasil, a filantropia não é tão comum quanto nos países desenvolvidos da América do Norte, Europa e Ásia. Contudo, existem grandes entidades que ajudam muitas pessoas e que você certamente já ouviu falar. Veja a lista:

Seja um filantropo(a)

A filantropia é mais do que uma ato de bondade, é uma ato de responsabilidade. “Fazer o bem faz muito bem” como diz o ditado popular. Olhe ao redor na sua cidade e veja quais são as necessidades das pessoas carentes. Seja a pessoa que toma a iniciativa!

Há outro ditado que diz que a gente não consegue mudar o mundo, mas consegue melhorá-lo para outras pessoas. Reflita sobre essa filosofia e, acima de tudo, comece a agir. Como já foi dito no filme “Corrente do Bem” (2000): Às vezes a ideia mais simples faz a maior diferença.

Quimera: o que é, significado e conceito

Quimera é um termo com vários significados. O mais conhecido deles se refere a um ser místico, uma fera lendária da mitologia grega. É também uma espécie de peixe e até mesmo um fenômeno genético. Descubra aqui todos os significados deste termo.

Você provavelmente está procurando o significado de quimera enquanto criatura lendária. Isso faz todo o sentido, uma vez que é por causa disso que o nome “quimera” é famoso. Trata-se de um animal muito presente em livros de fantasia e filmes.

Também é uma palavra bastante comum nos estudos e representações de alquimia. Isso acontece devido ao fato de que se atribui a estes estudiosos as tentativas (reais ou não) de tentar “reproduzir” esta criatura.

Veja abaixo tudo sobre as quimeras, seja o mito, o peixe ou o fenômeno genético.

Quimera: a criatura mitológica

De acordo com a mitologia grega, Quimera (ou Chimera) é o nome da criatura mitológica que possui um corpo híbrido de leão, cabra e dragão. Trata-se de um ser monstruoso que possui a habilidade incomum de cuspir fogo.

Quimera da mitologia
A quimera possui um corpo híbrido de leão, cabra e serpente (Foto: depositphotos)

A lenda diz que essa criatura vivia na Lícia, nas região da Ásia Menor. Geralmente era descrita como um leão, com as cabeças de uma cabra e de um dragão anexadas ao corpo. Algumas versões da lenda também citam que sua cauda era uma serpente.

Há também gravuras que representam a quimera com asas de dragão. Em esculturas antigas, principalmente em estruturas europeias, o animal é representado tendo asas de penas gigantes, parecidas com as asas dos grifos.

Na classificação de popularidade das criaturas místicas, a quimera está ao lado de monstros como o Cerberus e a Hydra.

Origem da lenda

Os primeiros registros de itens, gravuras e textos que falam sobre a quimera datam do século VII a.C. A grande maioria desses artefatos é de origem grega, tida apenas como um mito na maioria dos registros.

De acordo com a versão mais difundida do mito, a quimera é uma fera nascida do cruzamento de outros seres mitológicos. Os registros do mito indicam que a quimera é o produto da união entre a Equidna (metade mulher, metade serpente) e o grande Tifão.

Há lendas que dizem que a quimera é filha de Hidra de Lerna e do leão de Nemeia, ambos mortos pelo herói Hércules. Teria sido criada pelo rei da Cária e, quando adulta, aterrorizado o próprio reino e o reino de Lícia.

Algumas das histórias dizem que o monstro só parou sua destruição quando foi morto pelo herói Belerofonte. Este, por sua vez, estava montado em seu cavalo alado Pégaso. Só com a ajuda desta outra criatura ele teria conseguido derrotar a quimera.

Simbologia

A mitologia e crença popular afirmavam que avistar uma quimera é um presságio de um desastre ou tragédia. O misticismo sobre essa criatura cresceu o suficiente para que muitos cristãos na Idade Média temessem avistar a criatura como um sinal demoníaco.

Sempre descrita como um monstro, a quimera raramente é descrita como uma criatura dócil. Pelo contrário, é tida como um animal muito feroz e assassino.

Relação com a alquimia

A alquimia é o nome da ciência da Idade Média. Combina elementos da física, medicina, arte, espiritualismo, arte, química, astrologia, filosofia, metalurgia, matemática e outros saberes. Também há registros da quimera relacionados a alquimia.

Neste contexto, quimera é a criatura que resulta entre o cruzamento de um animal e um humano. Não no sentido biológico ou sexual, mas no sentido da transmutação. Há também versões que indicam que dois ou mais animais transmutados em um também produzem quimera.

A Europa foi o maior berço da Alquimia. Por isso, os museus dessa ciência possuem registros das tentativas dos alquimistas em produzir uma quimera. Inclusive, relatos textuais de pessoas que foram mortas ao serem submetidas à força nesta experiência.

A bíblia fala sobre a Quimera?

Estudiosos fazem relação entre o mito da quimera e a história de São Jorge. E se parar de pensar, faz muito sentido! Vamos às principais teorias e embasamentos.

Em primeiro lugar, é preciso entender que o auge do poder da Igreja Católica foi na Idade Média. Neste período, um dos trabalhos mais árduos da Igreja foi espalhar o Cristianismo e difundir a religião como a verdade absoluta.

Durante esse processo, houve a expansão do conhecimento de que os dragões não existem. Assim, a lenda da quimera perdeu força e passou a ser vista somente como mitologia, se distanciando cada vez mais da realidade no pensamento do povo.

Mas, como é muito difícil uma informação ou história desaparecer por completo, ainda se falava da quimera. De acordo com os estudiosos do folclore greco-romano, a Igreja substituiu (canonizou) o conto de Belerofonte matando a quimera pela crença de São Jorge matando o dragão.

Inclusive, a figura de São Jorge é representada em textos e gravuras em cima de um cavalo branco, que originalmente seria o Pégaso de Belerofonte. O dragão também, muitas vezes é representado com traços parecidos com o da original quimera.

Dessa forma, a Igreja difundiu a sua versão da lenda e mudou o foco da mitologia para o cristianismo. Mas não se surpreenda com essa fato “criado” relacionado a religião cristã. Esta prática era comum nos primórdios da Igreja e na Idade Média.

O ato de cristianizar elementos mitológicos relacionados ao paganismo era comum para atrair as pessoas para a religião católica. A quimera (dragão) passou a simbolizar o mal, a morte e a mentira. São Jorge ganhou o título de padroeiro da Inglaterra após isso.

Obras que ilustram quimeras

Como acontece com quase todos mitos, folclores e lendas, a quimera é muito ilustrada em livros, filmes, séries e animações. Contudo, a criatura é descrita ou mostrada de várias formas, além da original.

Veja abaixo algumas obras famosas que citam, descrevem ou mostram quimeras:

  • Anime “FullMetal Alchemist”: A animação japonesa retrata fantasiosamente as quimeras de 2 formas. A primeira como um leão combinado com alguma espécie de réptil. A segunda representação é como uma lamentável experiência de transmutação entre uma criança e um cachorro.
  • Harry Potter: A série de livros cita as quimeras como criaturas raras e bastante selvagens. Os trechos que citam estes animais estão no 5º e 7º livros da série, assim como no livro “Animais Fantásticos e onde Habitam”.
  • Filme “Fúria de Titãs 2”: A quimera é representada como um monstro multiforme de 2 cabeças que, juntas, cospem fogo. Sua cauda é uma serpente e possui grandes asas. No longa metragem, trata-se de uma criatura feroz e perigosa.

O que significa sonhar com esse ser?

Sonhar com esta criatura não representa algo bom. A quimera é uma criatura mitológica que não simboliza o bem ou sentimentos positivos. Muito pelo contrário. Desde a Idade Média, a lenda diz que cruzar com uma quimera (mesmo em sonho) é um presságio de desastre e tragédia.

Mas mantenha a calma, isso não quer dizer que algo ruim vai acontecer com você. Na hipótese mais leve, pode simbolizar que você luta por um objetivo muito difícil, que infelizmente tem poucas chances de se realizar. Pode ser um momento de rever suas prioridades.

Na pior das hipóteses, este é um sonho que simboliza que você deve redobrar a atenção. Algo ou alguém ruim pode surgir na sua vida. Por isso, esteja preparado(a).

Peixe Quimera

Peixe Quimera
Esse animal é incomum pois vive nas profundezes dos oceanos (Foto: depositphotos)

O termo “quimera” também dá nome a um peixe cartilaginoso que pode ser encontrado nas profundezas de todos os mares. O animal faz parte dos Chimaeriformes, única ordem da subclasse Holocephali. Por isso, é um animal incomum, não tão fácil de encontrar.

São relacionados com outros animais marítimos como tubarões e raias, o que garante sua sobrevivência em muitos casos. Estima-se que existam pelo menos 30 espécies vivas, todas marinhas.

Fenômeno Quimera: Entenda essa genética rara

A palavra “quimera” também dá nome a um fenômeno genético raro. Em resumo, é quando um animal ou ser humano possui 2 ou mais populações de células geneticamente diferentes, com origem em zigotos distintos.

É muito raro em seres humanos, tendo apenas 40 casos registrados até hoje. Quando acontece em humanos, o fenômeno é conhecido também como quimera tetragamética.

É um evento tão raro que até mesmo o exemplo mais simples é difícil de entender. Mas, para você ter uma ideia, a forma mais fácil de nascer um humano com quimera tetragamética é quando a mulher engravida de gêmeos não idênticos que se unem em um só, de forma perfeita, ainda na fase embrionária.

Significado de SSP

SSP é a sigla usada para se referir a Secretaria de Segurança Pública. Trata-se de um órgão emissor brasileiro que possui diversas funções para a cidadania no país.

Entre as principais atividades da Secretaria estão a emissão de documentos, registros criminais e de desaparecimentos.

Muitos documentos como as carteiras de identidade (RG) podem ter como órgão emissor a Secretaria de Segurança Pública. Isso só quer dizer que foi através dessa Secretaria que foi providenciado este documento para um cidadão brasileiro.

Neste artigo você vai conhecer tudo sobre o significado de SSP, para quê serve esse órgão e um pouco da sua história. Verá também quais são as funções da SSP e como usar essa secretaria ao seu favor.

O que é SSP?

SSP significa Secretaria de Segurança Pública. Em primeiro lugar, é um dos principais órgãos emissores da carteira de identidade brasileira. Quando uma carteira de identidade é emitida para um cidadão, no topo do documento há o nome do órgão emissor e o Estado onde foi feita a emissão.

RG
Esse órgão é um dos principais emissores da carteira de identidade brasileira (Foto: Reprodução | EBC)

Por exemplo, se a sua carteira de identidade for emitida através desse órgão no Estado de São Paulo, terá escrito “SSP-SP” no topo do seu documento.

Por outro lado, se o documento for emitido através da Secretaria de Defesa Social (SDS), que também é um dos principais órgãos emissores, estará escrito “SDS-SP”.

Para quê serve a SSP?

Saber o órgão emissor da carteira de identidade é muito importante em alguns casos. Por exemplo, em caso de matrículas em escolas, faculdades e instituições públicas. Para abertura de contas em bancos e emissão de outros documentos também pode ser preciso saber a origem da emissão.

Além disso, a SSP tem outras funções além de emitir carteiras de identidades. É importante para permitir o registro de boletins de ocorrência de furtos de veículos, desaparecimentos de pessoas, perdas de documentos e outros serviços..

De forma simples, o objetivo da SSP é garantir a ordem pública e as garantias do cidadão. Preservar os direitos conquistados e agir mediante a lei é fundamental nesse processo. Além disso, é um órgão de defesa do patrimônio e da vida, através dos órgãos de segurança pública.

Inclusive, é a SSP que promove diversas ações para prevenir a criminalidade e controlar a posse de armas. Para a Secretaria e outros órgãos de segurança, armas são perigosas e só devem ser usadas por pessoas que possuem permissão e treinamento.

A SSP também é o órgão que emite a Certidão de Antecedentes Criminais. Este é documento que procura registros de indivíduos nos históricos da Polícia, seja autuação ou mesmo prisão. É solicitado por empresas e órgãos públicos.

Quais estados brasileiros têm SSP?

Todos os Estados possuem sua própria SSP, assim como seus trabalhos individuais e coletivos. É importante que haja uma SSP em cada Estado e região do Brasil pois cada local tem suas particularidades e merece atenção preventiva aos direitos da vida, liberdade e patrimônio.

A SSP ainda atua com diversos outros órgãos de administração e segurança de cada Estado. Dessa forma, também ajuda a combater e prevenir a corrupção, reduzir a violência e administrar o serviço penitenciário.

O que é um órgão emissor ou expedidor?

Órgão expedidor ou órgão emissor é o nome que se dá aos órgãos públicos responsáveis por emitir documentos da cidadania. Por exemplo, a carteira de identidade (RG), certidão de nascimento, passaporte, carteira de motorista, entre outros.

Significado de RGB

Você sabe o que é RGB e o seu significado? Trata-se de um sistema de cores muito comum, usado em diversos aparelhos do dia a dia moderno. Conheça aqui tudo sobre este tema, inclusive as curiosidades e diferenças dos outros sistemas de cores.

RGB é a sigla do sistema de cores aditivas mais conhecido. Formado pelas cores vermelho (Red), Verde (Green) e Azul (Blue), o sistema as combina para produzir uma imensa gama de outras cores. Seu funcionamento é aplicado em dispositivos eletrônicos como telas de TV, computador e celular.

Por isso, se você enxerga cores nas suas telas de aparelhos eletrônicos, isso só é possível graças a este sistema. Além das telas, o RGB funciona para outros dispositivos eletrônicos, como retroprojetores, scanners, câmeras digitais e até mesmo na fotografia tradicional.

Pode ser um pouco complicado entender como esse sistema funciona. Você pode se perguntar como apenas 3 cores são capazes de formar as outras cores que todo mundo consegue ver nas telas. Abaixo você confere todas as respostas.

Tabela de cores RGB

Também conhecido como sistema de cor-luz, o RGB funciona através da combinação entre as cores vermelho, verde e azul. Veja abaixo como a combinação de cores atua em forma de tabela.

Esquema RGB
RGB é a sigla para Red (Vermelho), Green (Verde) e Blue (Azul) (Foto: depositphotos)

Como você pode ver, as cores são obtidas através da combinação das três cores primárias. Para isso, é preciso identificar vários níveis de mistura e, claro, entender que as quantidades são determinadas para gerar as mais diversas cores e tons.

Pode se dizer que é um sistema muito funcional, uma vez que até hoje é usado em telas digitais e aparelhos em todo o mundo. Ainda não houve um sistema de cores que supere o RGB em quesito eletrônico. Mesmo com os avanços tecnológicos, ainda é o sistema predominante para trabalhar com as cores.

Como funciona o sistema RGB?

O modelo de cores RGB é aditivo, ou seja, ele adiciona uma cor à outra para gerar novas cores no espectro. É considerado o oposto do sistema CMYK, da cor-pigmento, onde o processo é de subtração, e não adição das cores/pigmentos usados.

As cores desse sistema se formam através da mistura das três cores primárias em questão (vermelho, verde e azul). Em determinadas quantidades, cada cor é enquadrada em uma escala que vai de 0 a 255.

Estas quantidades e as combinações delas são imprescindíveis para definir o nível das cores. Dessa forma, quando as três cores RGB estão no valor mínimo da escala (0, 0, 0), o resultado é a cor preta. Quando estão no valor máximo (255, 255, 255), o resultado é a cor branca.

Um fato curioso sobre esse sistema é que ele não produz as cores exatas, mas um resultado parecido para a percepção do olho humano. Porque ele não define o que é vermelho, verde e azul. Espectroscopicamente, o sistema não entende suas cores como a ciência entende.

Por isso, quando você vê uma cor na TV, você enxerga algo muito parecido àquela cor e não a cor exata como quando você vê numa tinta da mesma cor. Outro fator que influencia isso é a luz, um dos fundamentos do sistema RGB na tecnologia.

Quando surgiu este sistema?

O RGB surgiu quando a ciência e tecnologia começaram os primeiros experimentos para tentar reproduzir cores em telas e displays. Vale lembrar que a câmera fotográfica, de vídeo, TV e até mesmo o computador já existiam, mas com telas que não reproduziam cores ou apenas uma cor.

É um modelo baseado na teoria de visão colorida tricromática (três cores). Essa teoria é de autoria do cientista alemão Young-Helmholtz. Mas só funcionou em conjunto com a teoria do triângulo de cores de Maxwell.

Em termos técnicos, trata-se de um modelo aditivo cromático. Esses tipos de processos de cor só foram possíveis graças ao desenvolvimento tecnológico dos tubos de raios catódicos. Estes tubos são muito importantes. Eles que constituem o display de cores ao invés de uma fosforescência.

Em 1953, foram descobertos e entendidos os primeiros padrões de cores das televisões do tipo RCA. Mais em frente, o uso do padrão RGB foi possível nas câmeras Land/Polaroid, pós Edwin Land. Foi um grande avanço em relação ao uso das cores na tecnologia.

Por fim, os padrões de cores funcionaram nas TVs, o que abriu caminho para as televisões a cores. O mesmo sistema logo foi empregado na produção das telas e displays de computadores.

RGB e CMYK: Entenda a diferença

CMYK é a sigla do sistema de cores utilizado na indústria gráfica. Representa as cores Cyan (ciano), Magenta (magenta), Yellow (amarelo) e Black (preto). Trata-se de um sistema de pigmentos para impressão e reprodução de cores.

Enquanto RGB é cor-luz, aplicado à telas e displays, CMYK é cor-pigmento. Ou seja, é tinta, se formos pensar de forma superficial. O segundo sistema, respectivamente, serve para impressões, cópias, fotocópias e produções do tipo.

Além da função, os sistemas são bem diferentes na funcionalidade. Enquanto o RGB atua por adição das cores, o CMYK atua por subtração da luz em relação às cores.

Por fim, e para resumir, o sistema CMYK é utilizado para reproduzir cores em superfícies, não em telas como o RGB.

O que é RGBA

RGBA é um termo e não um modelo de cores. Ele se refere a uso da transparência na tabela RGB de cores. A letra “A” significa “Alpha” (nome usado para definir o transparente). É um termo usado em situações bem específicas.

Por exemplo, se usa RGBA quando nos referimos a representação de cores de origem satélica. Isso mesmo, do satélite que está lá no espaço. O Alpha representa o efeito da turbidez, fenômeno causado pela atmosfera que faz as cores padrões parecerem mais opacas.

O que é cabo RGB

Por último, vamos falar sobre o cabo RGB. É um cabo muito familiar para pessoas que tiveram  videocassetes, aparelhos de DVD e computador desktop (de mesa) nos últimos anos. Tem como principal característica os seus conectores de cores diferentes.

Cabos RGB
É um cabo de transmissão de imagem e som usado em alguns dispositivos (Foto: depositphotos)

Como cada cabo colorido se utiliza de um sinal diferente, a lógica tecnológica foi de que cada um tivesse uma cor. Por isso, pensaram no sistema RGB, onde cada letra representa uma cor. Por isso, o cabo tem esse nome.

É um cabo de transmissão de imagem e som usado em alguns dispositivos. Possui qualidade bem melhor do que o VGA, seu principal e antecessor concorrente. Contudo, ambos são analógicos e hoje já existem processos digitais muito superiores.

Hitmaker: significado, conceito e definição

Você sabe qual é o significado da palavra “hitmaker”? Se você gosta de música, especialmente música pop, deve ter se deparado algumas vezes com esse termo. Sendo assim, vamos te explicar tudo sobre o significado, conceito, história e exemplos dessa palavra!

O que é “hitmaker”?

Hitmaker é um termo de origem estadunidense que nada mais é do que a junção entre as palavras hit (sucesso) e maker (produtor, aquele que faz). Assim, hitmaker quer dizer “aquele(a) que faz ou produz músicas de sucesso”.

Contudo, este é um termo associado ao mundo da música apenas. Ou seja, é usado para definir cantores, produtores, bandas e grupos que conseguem lançar hits musicais com certa frequência. Isto é, músicas que ficam famosas e agradam a maioria.

Caixa de som
Para ser considerado um hitmaker, o profissional precisa emplacar vários hits (Foto: depositphotos)

Sendo assim, podemos dizer “Michael Jackson foi um grande hitmaker enquanto esteve vivo”, por exemplo. Pois é possível lembrar de várias músicas do cantor que foram grandes sucessos e que até hoje tocam em vários lugares.

Usando um exemplo mais atual, podemos usar a cantora Rihanna, considerada uma das maiores hitmakers da última década. É comum encontrar matérias jornalísticas (sites, TV, jornais impressos e revistas) se referindo a cantora Rihanna como a grande hitmaker da atualidade, pois sempre está lançando músicas que são enormes sucessos.

Exemplos de hitmakers

Com o avanço da internet, o consumo de músicas (assim como vários outros produtos digitais) aumentou consideravelmente. Dessa forma, é possível apontar vários hitmakers da atualidade, o que era algo difícil de conseguir no passado.

Por exemplo, no começo do milênio, bastava alguém perguntar “quem são os hitmakers atuais?” e a resposta da maioria seria “Michael Jackson, Madonna, Britney Spears e outros”. Hoje em dia, há vários hitmakers de vários tipos musicais. Artistas e produtores que conseguem emplacar hits nas paradas frequentemente.

Mesmo assim, ainda existem alguns hitmakers que nunca saem dos holofotes devido a sua capacidade de lançar músicas que viram hits instantâneos. Rihanna, Katy Perry, Ariana Grande, Anitta, Pharrel, Mark Ronson e Lady Gaga são alguns dos exemplos mais recorrentes.

De onde surgiu o termo?

Ainda não se sabe onde ou como esse termo surgiu. Tudo o que se sabe é que o termo começou a ser usado para se referir a produtores musicais que faziam músicas para artistas famosos.

Por exemplo, se um artista escolhia fulano para produzir o seu novo álbum musical, ele era escolhido por ser um “hitmaker”, capaz de fazer músicas com potencial de sucesso.

Há alguns anos, o termo começou a ser usado para se referir aos artistas e não só aos produtores. Acredita-se que isso aconteceu porque os cantores começaram a ter mais envolvimento nas produções e composições das suas músicas.

Posso chamar de hitmaker quem tem só um hit?

Não, hitmaker é um adjetivo que define um artista ou produtor que faz vários hits, não apenas um. Esta é uma denominação que eleva o nome do artista através do conceito de que ele ou ela é capaz de acertar várias vezes.

Quando é só uma vez, o público pode até amar o artista, mas não o definirá como hitmaker.

Por exemplo, o cantor PSY lançou o seu famoso vídeo e música “Gangnam Style” em 2012. A música foi uma quebradora de recordes, com o seu videoclipe alcançando o posto de vídeo mais assistido do Youtube na época.

Contudo, ele não é chamado de hitmaker, pois não conseguiu lançar outras músicas com o sucesso parecido.

Claro, ele não é um artista menor ou pior do que os outros por isso, ou que suas músicas seguintes não ficaram famosas também. O que queremos exemplificar aqui é um cantor pode ter um enorme hit, mas ele só será conhecido como hitmaker se ele(a) manter um nível de sucesso musical constante em seus trabalhos.

Significado de apropriação indébita

Você já ouviu falar sobre apropriação indébita e o seu significado? Trata-se de um crime oficializado em lei que se configura pelo uso de má fé ou conduta para se apropriar de algo que já possui um dono. Aqui você vai conhecer tudo sobre este assunto.

Apropriação indébita é um crime previsto no artigo 168 do Código Penal Brasileiro que consiste em pegar para si algo que já possui um dono. Nesse caso, o criminoso(a) acessa o bem através da confiança, aluguel ou empréstimo e age como se fosse proprietário, recusando a devolução.

Por isso, é um crime muito relacionado a aluguel de bens e fornecimento de serviços técnicos. Por exemplo, quando alguém aluga uma casa e se nega a sair do imóvel ao fim do contrato não renovado, essa pessoa está cometendo este crime em questão.

É comum também quando serviços de manutenção ou assistência técnica fornecem um produto temporário ao cliente e o mesmo se nega a devolver. Por exemplo, se uma antena de TV quebra, a assistência fornece uma antena provisória enquanto conserta a anterior e o cliente se recusa a devolver o produto provisório.

Qual a diferença entre furto e apropriação indébita?

O furto (crime previsto no artigo 155 do Código Penal) pode ser confundido com a apropriação indébita. Contudo, a diferença entre os dois é a forma como o criminoso tem acesso ao bem que irá tomar para si.

Homem com carteira na mão
Apropriação indébita consiste em pegar para si algo que já possui um dono (Foto: depositphotos)

No furto, o criminoso tem a intenção de tomar um bem antes de efetuar o crime. Ele decide e age para tomar a posse. Na apropriação indébita, o criminoso tem acesso ao bem em questão de forma legal e depois que o recebe, se recusa a devolver.

Por exemplo, o furto de um carro acontece quando um criminoso toma um carro da posse de alguém. Já a apropriação indébita de um carro é quando alguém aluga um carro e depois não quer devolvê-lo.

Outro ponto que ajuda a diferenciar os dois tipos de crimes é a posse do bem. No furto, o bem está em posse do seu verdadeiro dono quando é tomado. Na apropriação indébita, o bem não está na posse do dono, mas de um sujeito que garantiu posse temporária na legalidade.

E se o bem em questão for destruído ou alterado?

Em caso de destruição ou alteração não combinada do bem, o crime de apropriação indébita também é válido. Esse critério se baseia no fato de que o criminoso agiu como dono do bem em questão, o que não é permitido por lei.

Por exemplo, se você alugar um carro e o destruir ou entregá-lo sem as rodas, isso também é crime de apropriação indébita. O mesmo vale em relação a uma demolição ou reforma em casas alugadas. Isso só pode ser feito com a aprovação do dono do imóvel.

Como se configura este crime?

O crime se configura de 2 maneiras. Elas são definidas pela conduta do agente criminoso, ou seja, quem comete e o crime. Dessa forma, a apropriação indébita pode acontecer por disposição do bem ou retenção do bem.

Por disposição do bem: É quando alguém consome ou usa o bem que está em sua posse. Dessa maneira, ele faz com que o bem não exista mais (ou mude de forma). O verdadeiro dono é prejudicado com essa ação.

Por retenção do bem: É quando o agente criminoso se nega a entregar o bem que está em sua posse. Isso faz com que o dono não possa acessar o seu próprio patrimônio.

Qual é a punição?

O Código Penal Brasileiro estipula que o crime de apropriação indébita deve ter como punição uma pena de reclusão de 1 a 4 anos, e multa. Por isso, na linguagem popular, trata-se de um delito que leva quem o pratica à cadeia.

Ainda de acordo com a lei, a pena pode ser aumentada em 3 situações. Para facilitar o entendimento, separamos a lista dessas situações diretamente do Código Penal para que você confira.

  • 1º – A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa:

    I – em depósito necessário;

    II – na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial;

    III – em razão de ofício, emprego ou profissão.

Diferença entre apropriação indébita e estelionato

Outro crime que pode ser confundido com apropriação indébita é o estelionato. No crime previsto no artigo 171 do Código Penal), o agente criminoso obtém alguma vantagem ao direcionar a vítima a cometer um erro.

É considerado um crime de conduta, assim como apropriação indébita (que também é crime de patrimônio). A diferença entre os dois crimes é que a apropriação indébita se faz na intenção do ato criminoso. No estelionato, quem comete o crime já possui essa intenção antes.

Outra diferença é que o agente criminoso de apropriação indébita não direciona a sua vítima ao erro. Pelo contrário, ele obtém o bem através de meios legais e, por fim, se recusa a devolvê-lo, o consome ou o modifica sem autorização do verdadeiro proprietário.

O que é apropriação indébita previdenciária?

O Código Penal também cita a apropriação indébita previdenciária, que é uma classificação específica do crime em questão envolvendo a Previdência Social. Trata-se de um crime previsto no artigo 168-A do Código Penal Brasileiro.

Nesse tipo de ação criminosa, o bem a ser tomado está relacionado aos proventos da Previdência Social. Ou seja, é quando alguém toma para si o repasse dos pagamentos de um contribuinte para a Previdência.

Por exemplo, é quando uma empresa recolhe o pagamentos para a Previdência do salário do funcionário e não faz o repasse. De acordo com o Código Penal e a Justiça do Trabalho, isto é um crime.

Uma vez que a empresa está de posse desses proventos, não pode se utilizar, desviar ou consumi-los. Por isso, é visto como apropriação indébita. Pois estes valores pertencem a Previdência, e não as empresas.

Nessa classificação, a pena aplicada é um pouco maior: entre 2 a 5 anos de reclusão e multa.

Homem com dinheiro na mão
Esse crime pode se configura de duas maneiras: disposição ou retenção do bem (Foto: depositphotos)

Apropriação indébita no Código Penal

Aqui você encontra todo o trecho do artigo 168 do Código Penal que se refere ao crime de apropriação indébita. Dessa forma, você pode ver diretamente e oficialmente como o crime está disposto na Lei.

Eventualmente, você também pode usar os trechos em trabalhos estudantis, atividades acadêmicas e até mesmo causas próprias. Confira o Decreto-Lei No 2.848, de 7 de Dezembro de 1940:

Apropriação indébita

    Art. 168 – Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:

    Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa.

    Aumento de pena

  •     1º – A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa:

    I – em depósito necessário;

    II – na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial;

    III – em razão de ofício, emprego ou profissão.

    Apropriação indébita previdenciária (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    Art. 168-A. Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

  •     1o Nas mesmas penas incorre quem deixar de: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    I – recolher, no prazo legal, contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados, a terceiros ou arrecadada do público;  (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    II – recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços;  (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    III – pagar benefício devido a segurado, quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido reembolsados à empresa pela previdência social.  (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

  •     2o É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara, confessa e efetua o pagamento das contribuições, importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
  •     3o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes, desde que:  (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    I – tenha promovido, após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia, o pagamento da contribuição social previdenciária, inclusive acessórios; ou  (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    II – o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    Apropriação de coisa havida por erro, caso fortuito ou força da natureza

    Art. 169 – Apropriar-se alguém de coisa alheia vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força da natureza:

    Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa.

    Parágrafo único – Na mesma pena incorre:

    Apropriação de tesouro

    I – quem acha tesouro em prédio alheio e se apropria, no todo ou em parte, da quota a que tem direito o proprietário do prédio;

    Apropriação de coisa achada

    II – quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente, dentro no prazo de quinze dias.

    Art. 170 – Nos crimes previstos neste Capítulo, aplica-se o disposto no art. 155, § 2º.

Como evitar a apropriação indébita

Por fim, é bom ressaltar uma dica muito útil para evitar e se prevenir do crime de apropriação indébita: cláusulas de contrato. Produza contratos oficiais com ajuda de especialistas em Direito, principalmente relacionados a Direito de Patrimônio.

Deixe claro no contrato que o cliente estará sujeito a acusação de apropriação indébita caso aja como proprietário do bem em sua posse. Dessa forma, além da lei a seu favor, você terá as evidências de contrato, que te ajudarão em processos judiciais.

Além disso, tenha sempre em mãos os documentos e comprovantes que evidenciam que você é o dono do patrimônio. Pode ser recibos de pagamento, contas em seu nome e certidões de posse e manuseio.

Significado de período sabático

Você sabe o significado do termo “período sabático”? Aqui você vai descobrir ao que ele se refere, sua relação com os direitos trabalhistas e toda a sua origem e definições. Muitas pessoas também conhecem o termo “ano sabático”. Vou te explicar cada um deles.

O termo “período sabático” se refere a um momento da vida ou carreira de alguém em que há uma pausa em suas atividades. No geral, quando alguém fala que vai passar por um período sabático, ela quer dizer que vai se afastar do trabalho ou estudos por algum tempo.

Muitos são os motivos para aderir a um período sabático. Geralmente está relacionado a algum momento de mudança e/ou reflexão. Outras vezes é uma espécie de prêmio que alguém dá a si mesmo depois de um longo período de trabalho ou grande conquista obtida com dificuldade.

Período sabático: O que significa

A palavra “sabático” deriva de “sábado”, uma referência ao dia de descanso na ideologia e história cristã-hebraica. É como se chama o período da vida em que alguém se afasta do trabalho ou estudo para se dedicar a si, interesses pessoais ou apenas repousar.

Homem de frente ao mar
Esse período costuma durar de três meses a dois anos (Foto: depositphotos)

Segundo a bíblia, Deus criou o mundo em 6 dias e descansou no 7º deles. Isso acabou definindo o conceito de semana que usamos até hoje. Sendo o domingo o primeiro dia da semana e o sábado o último.

Desse modo, os judeus praticantes tiram um dia sabático na semana. O período sabático, por sua vez, é justamente um prolongamento deste momento de repouso e descanso. E não é usado apenas pelos judeus, apesar da relação originária com a religião.

Origem do termo

O termo surgiu do vocabulário hebraico e significa “repouso”. Faz referência ao dia de recolhimento e descanso semanal dos judeus. É citado no Antigo Testamento da bíblia para se referir ao período em que a terra ficava sem cultivo após um ciclo fértil.

A primeira definição oficial sobre esse termo, já em um contexto mais atual, diz que período sabático é sair do emprego, tirar um tempo para si mesmo(a) e se aprofundar em interesses pessoais.

Estes interesses podem ser cursos, uma viagem, novas experiências, aprender um novo hobbie ou mesmo construir algo. Está sempre associado a uma jornada de autoconhecimento.

Como surgiu no cenário profissional

Em 1880, o professor e filósofo da Universidade de Harvard (Cambridge, EUA) Charles Lanman estava pensando em deixar o seu emprego e avisou a instituição. Em contrapartida, para não perder o profissional, Harvard lhe ofereceu 1 ano sabático remunerado a cada 6 anos de trabalho.

De lá para cá, algumas grandes empresas aderiram ao mesmo pensamento, a fim de manter a satisfação e qualidade mental do seu quadro de funcionários importantes. Infelizmente, são apenas altos cargos que possuem essa vantagem na maioria das empresas. Executivos, diretores e gerentes-gerais são exemplos.

Isso não interfere nos outros direitos trabalhistas conquistados como férias ou licença-maternidade, por exemplo. As empresas não têm obrigação nenhuma de fornecer esse privilégio, por enquanto.

O período sabático, enquanto privilégio profissional e inovador das empresas, não necessariamente dura 1 ano. Algumas empresas oferecem 6 meses sabáticos, ao invés de 1 ano. Isto sempre a cada 6 anos de trabalho.

Então é um direito do trabalho?

Não. Apesar de alguns países já estudarem essa possibilidade, ainda não é um direito trabalhista. É uma ideologia empresarial até o momento, aplicada geralmente em empresas e instituições de grande porte e com propostas inovadoras.

O que se espera é que em um futuro próximo o período sabático seja um direito trabalhista garantido. Essa já é uma discussão recorrente quando a pauta são as questões que envolvem quadros psicológicos dos profissionais.

A psicologia e psiquiatria estudam o período ou jornada sabática como uma alternativa de diminuir casos de doenças mentais como a Síndrome de Burnout e a depressão.

Período sabático e férias: Qual a diferença?

Falamos acima que algumas empresas oferecem o período sabático remunerado a alguns dos seus funcionários, mas é bom deixar claro que ele não tem nada a ver com as férias. Não é um direito de descansar, é um afastamento total do trabalho.

Diferente das férias, que são um direito trabalhista em muitos países, o período sabático não possui relação com a vida profissional, é um total desligamento. Sim, mesmo parecendo radical, sair do emprego (ainda que temporariamente) é necessário para se aderir a um período sabático, em seu significado real.

Outro detalhe é que o período sabático geralmente dura mais do que os 15 ou 30 dias de férias. Um período sabático curto geralmente leva pelo menos 3 meses, segundo os praticantes. É um momento que dá para viajar bastante e realizar cursos.

Há pessoas que aderem a mais de 2 anos de período sabático para se sentirem realizadas. Por isso, 1 mês de férias não pode ser comparado com uma jornada sabática.

Não confunda com afastamento profissional

O afastamento profissional é uma decisão da empresa de pausar as atividades de um funcionário ou colaborador para que ele realize algum aperfeiçoamento de carreira.

Acontece muito com pessoas que ganham a oportunidade de fazer um MBA, Mestrado ou curso internacional.

Nesse caso, o colaborador não se desligou do trabalho, só o pausou para depois voltar com novas aptidões e experiências. A empresa vê isso como um investimento indireto. No período sabático a pessoa se dedica a algo completamente distinto e distante do trabalho.

O que é um ano sabático?

Um período sabático não precisa levar exatamente 1 ano. Esse tempo é baseado em um costume judaico conhecido como “sabá” (shabat, em hebraico). Se refere ao período de tempo em que o judeus promoviam um ano de descanso, reflexão e outras atividades diferentes do trabalho e estudos religiosos.

De acordo com a bíblia judaica, o ano sabático deve acontecer de 7 em 7 anos. Pois esse era o tempo do sabá da agricultura. Desse modo, os judeus plantavam na terra por 7 anos e deixavam 1 ano sem agricultura no local, para o solo se recuperar. Isso se chamava “Shemitá”, que quer dizer “libertação”.

Exemplo no cinema

Por fim, vamos falar sobre um dos exemplos mais famosos de período sabático. Neste caso, retratado em um filme longa-metragem.

Em 2010, o filme “Comer, Rezar e Amar”, protagonizado pela famosa atriz Julia Roberts fala sobre o período sabático. Na trama, baseada no livro e vida da escritora Elizabeth Gilbert, uma escritora adere a uma jornada sabática após problemas em sua vida pessoal.

No exemplo do filme, a personagem viaja por países diferentes. Ela  vive experiências que considera importantes para a sua vida, mente e bem-estar.

Em 2006, o livro que detalha momentos do período sabático foi considerado um dos cem melhores livros do ano pelo jornal The New York Times. Até o lançamento do filme, mais de 4 milhões de exemplares já haviam sido vendidos.

Significado de boêmio

Você conhece o significado da palavra boêmio? Este é um termo muito comum na língua brasileira, principalmente no ambiente da literatura, música e artes. Você também já deve ter ouvido alguém se referir a outra pessoa usando essa palavra. Por isso, veja aqui todas as informações sobre essa denominação.

Boêmio é um adjetivo proveniente da palavra boêmia. É usada para caracterizar o indivíduo que vive sem preocupações, curtindo a vida, as ruas e as festas. Contudo, o termo original se refere a quem nascia na Boêmia, atual República Tcheca.

O termo pode ser usado de forma positiva e negativa. Ser “boêmio” há alguns anos era bem visto no Brasil. No geral, representava homens bem vestidos, sociáveis e bem de vida que viviam em festas, bares, restaurantes e eventos.

Hoje em dia, o adjetivo pode ser usado pejorativamente ao xingar uma pessoa preguiçosa, por exemplo. “Paulo não quer trabalhar ou estudar, só quer curtir a vida. Paulo é um boêmio!”.

Significado de boêmio

Em primeiro lugar, vamos falar um pouco sobre a origem do termo em questão. Quem nascia na região da Boêmia era chamado por esse termo. Os boêmios eram nômades, o que aos poucos virou sinônimo de ciganos. Essa comparação foi essencial para que o sentido da palavra se tornasse o que é hoje.

Grupos de homens bebendo cerveja
O termo faz relação a pessoa que só gosta de beber e viver em festas (Foto: depositphotos)

Boêmio quer dizer “pessoa de vida despreocupada”, mas somente quando essa característica está ligada a tendência da mesma em frequentar festas, bares, restaurantes e eventos. Isso tudo ao mesmo tempo.

Segundo o dicionário, o termo boêmia está associado à ideia de irresponsabilidade, vícios, dissolução, embriaguez e ócio. Ainda hoje, é uma palavra muito usada para caracterizar pessoas com poucas responsabilidade e disciplina.

É como chamam as pessoas que se importam mais em curtir a vida do que trabalhar e/ou estudar. Com o passar do tempo, o termo foi mudando de contexto no Brasil. Antes, era um sinônimo de boa vida, hoje pode ser usado pejorativamente para se referir a alguém que vive festejando e “não faz nada da vida”.

Quando se faz a comparação dos boêmios aos ciganos, na história etimológica da palavra, isso se deve ao fato de que muitas pessoas acreditam que ciganos são despreocupados, preguiçosos e só gostam de festejar. Um preconceito antigo sobre essa filosofia e forma de viver.

Por outro lado, as duas palavras não são sinônimos. Ser boêmio não significa ser cigano, não se apegar a bens materiais ou ser nômade, como agem grande parte dos ciganos. Pelo contrário, o termo boêmio é muito associado ao cenário urbano.

O que é ser boêmio?

Pelo fato de o termo boêmio ser um adjetivo qualitativo (ou seja, exprime qualidade/característica), ele pode ser usada para falar bem ou mal de alguém. Ser boêmio, portanto, tem duas definições. Uma positiva e uma negativa. Confira:

Definição positiva: Indivíduo que vive sem regras, limites ou padrões. Aquele(a) que vive alegre, livre e feliz. Que se preocupa mais em estar bem e curtir a vida.

Definição negativa: Indivíduo que não tem o que fazer, vive uma boa vida e não é produtivo. Aquele(a) que não possui função na sociedade e só quer viver no luxo e nas festas.

O cantor, sambista e compositor Zeca Pagodinho é tido como o maior exemplo de boêmio no Brasil. Apesar de seguir a profissão no ramo da música, o artista é visto como um homem despreocupado, que adora tomar cerveja e curtir a vida com amigos e parentes.

O que é ter uma vida boêmia?

Ter uma vida boêmia é uma expressão que pode ser traduzida em curtir a vida acima das preocupações comuns, como trabalhar, estudar ou cuidar da casa.

Origem e evolução do termo

Em primeiro lugar, “boêmio” é uma palavra que deriva do francês “bohème”, que é como se referiam aos habitantes da Boêmia e do topônimo latino medieval Bohemus (país do Boii, um antigo povo celta da Europa Central).

Como já citado, o termo bohéme foi como as pessoas começaram a chamar os ciganos franceses. Isso no século XV. Nessa época, o termo era negativo e era usado para citar pejorativamente esses indivíduos ou mesmo como xingamento.

No século XVII, a palavra bohème começou a ser usada para se referir à pessoas que levam uma vida sem regras. Foi quando a associação começou a ser parecida como é hoje em dia. Caracterizava o estilo de vida despreocupado com bens materiais, projetos ou normas da sociedade.

Um pouco mais a frente, mas ainda no século XVII, os europeus começaram a chamar artistas, pintores, escritores e poetas de bohème. Afinal, eram estas profissões geralmente eram exercidas por pessoas de classe baixa, que moravam em bairros ciganos.

A presença nas artes

Logo em seguida, os artistas e criadores das mais variadas formas de arte, começaram a incluir o termo bohème em suas obras e canções. Foi uma estratégia bem eficaz para tornar o termo positivo, ao invés de negativo como era o costume.

Por exemplo, no século XIX, o movimento artístico às margens do movimento romântico (contudo, sem nome), começou a colocar os bohème como os homens apaixonantes, sedutores, que levam seus amores ao extremo e mexem com a cabeça das mulheres.

O famoso escritor Balzac é autor do livro “Um Príncipe da Boémia” (1844). A obra ficou famosa, principalmente pelos inúmeros elogios ao comportamento despreocupado e romântico dos bohème.

Portanto, pode-se dizer que o movimento boêmio (artístico e como estilo de vida), propriamente, nasceu na Paris do século XVII e teve o seu auge nos anos XX. Foi um movimento que inspirou várias produções e locais.

Moulin Rouge, Montmartre, o café d’Harcourt, a rua dos Mártires, o cais das Flores e a ra de Tour d’Auvergne são pontos de Paris antigamente tidos como locais de boêmia. O movimento teve ser artistas famosos também, como por exemplo Paul Verlaine, Amedeo Modigliani e Arthur Rimbaud.

Quando o termo chegou no Brasil?

Não se sabe exatamente quando o termo chegou ao português brasileiro, mas a sua difusão ocorreu no século XIX no Rio de Janeiro. A vivência da boêmia carioca se assemelhava muito a boêmia parisiense, principalmente no quesito artes.

O movimento boêmio brasileiro surgiu com força em meio às revoluções francesas de 1848. As notícias francesas chegavam ao Brasil, e claro, traziam o termo “bohème”, que foi traduzido como “boêmio”.

Logo, o termo começou a ser usado no Brasil para se referir a intelectuais, artistas, pintores, poetas que não possuíam fortuna. Mais tarde, começou a ser usado para caracterizar indivíduos de vida despreocupada e que adoram comemorar.

Grupos de boêmios
No Brasil, o termo passou a ser usado para se referir a intelectuais, artistas, pintores, poetas (Foto: depositphotos)

Relação com o “jeitinho brasileiro”

Ser boêmio possui relação direta com algumas características atribuídas ao conceito de “jeitinho brasileiro”. Esta última expressão se refere a forma como o brasileiro consegue o que quer através da lábia, improvisos e pequenas corrupções no dia-a-dia.

Muitas pessoas atribuem a ideia de que o boêmio é o típico cidadão-exemplo do “jeitinho brasileiro”. Contudo, ser boêmio não quer dizer viver de improviso ou cometer pequenas corrupções. Significa viver curtindo a vida sem preocupações.

Chapéu de boêmio: o que é?

Esse é um tópico engraçado, que só faz sentido no Brasil. O chapéu de boêmio nada mais é que o chapéu fedora. Você provavelmente lembra desse chapéu como o o acessório que o seu avô e outros homens mais velhos usavam e ainda usam.

O título “chapéu de boêmio” surgiu porque os homens usavam esse chapéu quando saíam para festejar, passear e paquerar. Esse hábito e acessório eram bem comum em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo e outras capitais litorâneas.

Logo, os homens conhecidos como boêmios usavam este chapéu tipo de chapéu. Portanto, o acessório foi relacionada com o hábito da boêmia.

Músicas famosas sobre o termo

O cenário da música, assim como a poesia e literatura, possuem muitas informações e filosofias da vida boêmia. Algumas músicas, contudo, foram grandes sucessos no Brasil e no mundo inteiro! Elas retratam, quase sempre positivamente, o comportamento boêmio.

Algumas dessas canções foram grandes hits! Veja abaixo alguns exemplos famosos de músicas que você já deve ter ouvido e que falam sobre boêmia e boêmios:

“Bohemian Rhapsody” da banda Queen

Bohemian Rhapsody (Rapsódia Boêmia) é o maior sucesso da banda britânica de rock Queen. O grupo tem como vocalista Freddie Mercury, um dos nomes mais conhecidos da história da música mundial.

Veja um trecho da música: “Porque eu fácil venho, fácil vou / Lá em cima, lá embaixo / Não importa pra onde o vento sopre / Nada realmente importa para mim / Para mim”.

“A Volta do Boêmio” de Nelson Gonçalves

Se você é brasileiro, com certeza já deve ter ouvido essa música! Nelson Gonçalves foi um dos cantores e compositores brasileiros mais famosos que já existiu. Apenas Roberto Carlos vendeu mais álbuns que ele. Mesmo assim, Nelson Gonçalves tem mais 81 milhões de cópias de discos vendidos.

A música “A Volta do Boêmio” é a mais famosa da sua carreira. Veja um trecho da canção: “Boemia, aqui me tens de regresso / E suplicante te peço a minha nova inscrição / Voltei pra rever os amigos que um dia / Eu deixei a chorar de alegria, me acompanha o meu violão”.