Significado de reciprocidade

Algumas palavras ou expressões, de tão usadas, acabam entrando para o dialeto comum das pessoas, porém, nem todo mundo conhece o seu real sentido. Sendo assim, você sabe qual o significado de reciprocidade?

Para esclarecer essa e muitas outras questões a respeito do tema, segue esse artigo especial. Nele, além do que foi proposto, você também terá oportunidade de conhecer exemplos e formas com que a reciprocidade é usada.

Por isso, fique de olho e acrescente mais esse conhecimento no seu dia a dia. Ah! Vale lembrar que, em qualquer dúvida, procure um especialista, pois, não vale a pena deixar de aprender algo, seja por preguiça de pesquisar ou falta de oportunidade!

O que é reciprocidade?

Segundo consta no dicionário Aurélio, o significado de reciprocidade está explícito no “caráter do que é recíproco”, o que também significa “maturidade”. De forma resumida, o significado de reciprocidade está ligado ao ato de dar e receber.

Essa é uma palavra que, vez ou outra, aparece na forma coloquial ou culta de se comunicar. Ela é vista como a base de relação do ser humano, já que, a gentileza é essencial para que o convívio em sociedade seja harmônico.

Setas cíclicas
Recíproco é oferecer o que se recebe (Foto: depositphotos)

O conceito de reciprocidade está presente na cultura, religião e em muitos outros patamares sociais. Isso porque, sentimentos, serviços, atos e tratamentos estão diretamente relacionados com a reciprocidade.

Na maioria dos casos, a reciprocidade é transformadora. De certa forma, ela cria uma relação de empatia e confiança entre os seres humanos. Tudo flui ainda melhor quando uma pessoa se coloca no lugar do outro.

O que é recíproco

Quando se fala em recíproco, é como se estivesse tentando enaltecer algo presente numa relação entre duas partes. Ou seja, o significado de recíproco é algo que exista de um lado e seja igual para o outro, tanto em sentimento e outros pontos.

O que é recíproco também está presente no âmbito dos negócios. Um acordo recíproco, por exemplo, tem o mesmo significado de bilateral. Entenda isso como algo comum às duas partes envolvidas.

A forma igualitária de tratar duas pessoas de dois países diferentes quer dizer que ambas comungam do mesmo direito. Ou seja, são tratadas de forma recíproca em relação a lei, direitos ou qualquer que seja o processo.

A reciprocidade no dia a dia

Pelo próprio significado que foi passado até agora, já deu para perceber que a reciprocidade é uma expressão que permeia a vida e a relação entre as pessoas, certo? Veja, a partir de agora, onde a reciprocidade pode ser encontrada.

Reciprocidade nas relações humanas

Nas relações humanas de amizade e amor, o conceito de reciprocidade se aplica em poder ser correspondido em sentimentos. Dessa forma, se faz necessário que os indivíduos envolvidos estejam abertos para comungar desses sentimentos.

Está sempre pronto para ajudar um amigo é um exemplo bem claro do início da relação de reciprocidade. Essa relação só vem a ser de fato recíproca, se ao precisar de ajuda, esse mesmo amigo se mostrar presente.

O mesmo vale para quem está apaixonado e espera do amado ou amada o mesmo sentimento em troca. Ainda sobre o amor recíproco, o sucesso de uma relação depende, prioritariamente, da reciprocidades, entre outras questões.

Reciprocidade nos relacionamentos

É importante evidenciar que nenhum relacionamento, seja ele amoroso ou de amizade, não sobrevive por muito tempo sem que a reciprocidade se faça presente.

Quando apenas um dos lados se esforça para fortalecer os laços de união, um dia ele irá se cansar. Resultando na distância e até no rompimento do vínculo.

Para manter bons relacionamento, tem de haver uma troca, mesmo que o sentimento ou atenção não venham com a mesma intensidade. O que importa é que a reciprocidade esteja presente.

Reciprocidade bancária

Economicamente falando, a reciprocidade bancária é definida como forma da instituição oferecer para o cliente vantagens para que ambos tenham vantagens na hora das transações.

Esses serviços são caracterizados por descontos em taxas, isenção para realização de determinadas operações, empréstimo e crédito. Ou seja, um verdadeiro tratamento diferenciado em relação a um cliente que não tenha grandes vínculos com o banco.

Reciprocidade cultural

A reciprocidade é um valor que está presente em muitas religiões e culturas. A julgar pela crença, o respeito e amor ao próximo partem do conceito de reciprocidade. Pode não aparecer de forma direta, mas ela está ali para guiar o comportamento das pessoas.

Reciprocidade de Estado

Os relacionamentos diplomáticos entre países são características da reciprocidade na política. Nesses casos, um país faz um gesto de amizade e gentileza, esperando retorno semelhante do outro.

Esse é o preceito básico da relação de diplomacia e amizade entre as nações. Através dele, é possível ter grandes vantagens para ambas as partes.

O que é reciprocidade verdadeira?

Certamente uma das formas mais comuns de enaltecer a reciprocidade é através de uma expressão que sintetiza a verdade naquele ato. Em “a recíproca é verdadeira”, a expressão pode ser usada em muitas ocasiões, porém com um só significado.

Dois homens se golpeando
A reciprocidade pode ser negativa também (Foto: depositphotos)

Quando alguém recebe um elogio, por exemplo, usa-se a expressão “a recíproca é verdadeira” como resposta. Isso quer dizer que a pessoa comunga da mesma opinião para com a pessoa que fez o elogio. Isso permite que seja criado um laço pessoal.

É importante destacar que esse laço pode ser estendido para outras áreas, além da pessoal, com o uso da mesma expressão. Essa área é a profissional.

Frases de reciprocidade

Depois de aprender muito sobre o significado da reciprocidade, agora chegou a hora de entender como ela pode estar presente no dia-a-dia. Isso será visto através de alguns exemplos práticos.

Veja algumas frases que vão ajudar a enaltecer o sentimento de reciprocidade, seja em qual âmbito estiver relacionado:

“A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro.” – Platão

“Há uma espécie de reciprocidade entre a necessidade e o objecto que a satisfará. Não penso em beber; mas este copo ao meu alcance dá-me sede. Tenho sede e imagino o copo de água delicioso.” – Paul Valéry

“Faça o que você sente que deve fazer. Reciprocidade não acontece por obrigação e sim por sintonia.” – Raissa Sonoda

“Reciprocidade. É isso que faz as coisas darem certo. Na atenção, no carinho, na lembrança, no amor.” – Daniela Dourado

“Reciprocidade é maneira de manter viva a chama do amor.” – Josué Vicente

“Embora saiba que não devo esperar reciprocidade, sou fã de pessoas que sabem retribuir meus atos.” – Andreza Filizzola

“Quando alguém não agir com reciprocidade,não devemos pagar com a mesma moeda,não devemos em hipótese alguma permitir que em nosso coração cresça uma raiz de amargura.” – Teco Nicolau

“E eu que a duras penas descobri que a lei da reciprocidade não se aplica a todos, que a gratidão não é privilégio da maioria e que a delicadeza é especialidade de poucos, decidi ser um pouco mais cuidadosa no estreitamento dos laços e mais atenta a falsos perfis bem intensionados.” – Aurélia Vasconcelos

“A reciprocidade é um princípio básico em qualquer relacionamento humano.” – Marcelo Figueiredo

Ser recíproco

Depois de tudo que foi discutido nesse artigo, certamente você deve ter percebido o quão recíproco você é, independente da área. Agora, você segue por um caminho conhecido, sem que o advento da dúvida esteja tão presente.

É bom salientar que a leitura é uma das formas mais práticas, prazerosas e rápidas para conhecer mais sobre a língua portuguesa. Isso também se aplica as expressões rotineiramente usadas e ao significado das palavras. Agora você já conquistou mais esse sentimento em relação a reciprocidade.

Significado de apropriação indébita

Você já ouviu falar sobre apropriação indébita e o seu significado? Trata-se de um crime oficializado em lei que se configura pelo uso de má fé ou conduta para se apropriar de algo que já possui um dono. Aqui você vai conhecer tudo sobre este assunto.

Apropriação indébita é um crime previsto no artigo 168 do Código Penal Brasileiro que consiste em pegar para si algo que já possui um dono. Nesse caso, o criminoso(a) acessa o bem através da confiança, aluguel ou empréstimo e age como se fosse proprietário, recusando a devolução.

Por isso, é um crime muito relacionado a aluguel de bens e fornecimento de serviços técnicos. Por exemplo, quando alguém aluga uma casa e se nega a sair do imóvel ao fim do contrato não renovado, essa pessoa está cometendo este crime em questão.

É comum também quando serviços de manutenção ou assistência técnica fornecem um produto temporário ao cliente e o mesmo se nega a devolver. Por exemplo, se uma antena de TV quebra, a assistência fornece uma antena provisória enquanto conserta a anterior e o cliente se recusa a devolver o produto provisório.

Qual a diferença entre furto e apropriação indébita?

O furto (crime previsto no artigo 155 do Código Penal) pode ser confundido com a apropriação indébita. Contudo, a diferença entre os dois é a forma como o criminoso tem acesso ao bem que irá tomar para si.

Homem com carteira na mão
Apropriação indébita consiste em pegar para si algo que já possui um dono (Foto: depositphotos)

No furto, o criminoso tem a intenção de tomar um bem antes de efetuar o crime. Ele decide e age para tomar a posse. Na apropriação indébita, o criminoso tem acesso ao bem em questão de forma legal e depois que o recebe, se recusa a devolver.

Por exemplo, o furto de um carro acontece quando um criminoso toma um carro da posse de alguém. Já a apropriação indébita de um carro é quando alguém aluga um carro e depois não quer devolvê-lo.

Outro ponto que ajuda a diferenciar os dois tipos de crimes é a posse do bem. No furto, o bem está em posse do seu verdadeiro dono quando é tomado. Na apropriação indébita, o bem não está na posse do dono, mas de um sujeito que garantiu posse temporária na legalidade.

E se o bem em questão for destruído ou alterado?

Em caso de destruição ou alteração não combinada do bem, o crime de apropriação indébita também é válido. Esse critério se baseia no fato de que o criminoso agiu como dono do bem em questão, o que não é permitido por lei.

Por exemplo, se você alugar um carro e o destruir ou entregá-lo sem as rodas, isso também é crime de apropriação indébita. O mesmo vale em relação a uma demolição ou reforma em casas alugadas. Isso só pode ser feito com a aprovação do dono do imóvel.

Como se configura este crime?

O crime se configura de 2 maneiras. Elas são definidas pela conduta do agente criminoso, ou seja, quem comete e o crime. Dessa forma, a apropriação indébita pode acontecer por disposição do bem ou retenção do bem.

Por disposição do bem: É quando alguém consome ou usa o bem que está em sua posse. Dessa maneira, ele faz com que o bem não exista mais (ou mude de forma). O verdadeiro dono é prejudicado com essa ação.

Por retenção do bem: É quando o agente criminoso se nega a entregar o bem que está em sua posse. Isso faz com que o dono não possa acessar o seu próprio patrimônio.

Qual é a punição?

O Código Penal Brasileiro estipula que o crime de apropriação indébita deve ter como punição uma pena de reclusão de 1 a 4 anos, e multa. Por isso, na linguagem popular, trata-se de um delito que leva quem o pratica à cadeia.

Ainda de acordo com a lei, a pena pode ser aumentada em 3 situações. Para facilitar o entendimento, separamos a lista dessas situações diretamente do Código Penal para que você confira.

  • 1º – A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa:

    I – em depósito necessário;

    II – na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial;

    III – em razão de ofício, emprego ou profissão.

Diferença entre apropriação indébita e estelionato

Outro crime que pode ser confundido com apropriação indébita é o estelionato. No crime previsto no artigo 171 do Código Penal), o agente criminoso obtém alguma vantagem ao direcionar a vítima a cometer um erro.

É considerado um crime de conduta, assim como apropriação indébita (que também é crime de patrimônio). A diferença entre os dois crimes é que a apropriação indébita se faz na intenção do ato criminoso. No estelionato, quem comete o crime já possui essa intenção antes.

Outra diferença é que o agente criminoso de apropriação indébita não direciona a sua vítima ao erro. Pelo contrário, ele obtém o bem através de meios legais e, por fim, se recusa a devolvê-lo, o consome ou o modifica sem autorização do verdadeiro proprietário.

O que é apropriação indébita previdenciária?

O Código Penal também cita a apropriação indébita previdenciária, que é uma classificação específica do crime em questão envolvendo a Previdência Social. Trata-se de um crime previsto no artigo 168-A do Código Penal Brasileiro.

Nesse tipo de ação criminosa, o bem a ser tomado está relacionado aos proventos da Previdência Social. Ou seja, é quando alguém toma para si o repasse dos pagamentos de um contribuinte para a Previdência.

Por exemplo, é quando uma empresa recolhe o pagamentos para a Previdência do salário do funcionário e não faz o repasse. De acordo com o Código Penal e a Justiça do Trabalho, isto é um crime.

Uma vez que a empresa está de posse desses proventos, não pode se utilizar, desviar ou consumi-los. Por isso, é visto como apropriação indébita. Pois estes valores pertencem a Previdência, e não as empresas.

Nessa classificação, a pena aplicada é um pouco maior: entre 2 a 5 anos de reclusão e multa.

Homem com dinheiro na mão
Esse crime pode se configura de duas maneiras: disposição ou retenção do bem (Foto: depositphotos)

Apropriação indébita no Código Penal

Aqui você encontra todo o trecho do artigo 168 do Código Penal que se refere ao crime de apropriação indébita. Dessa forma, você pode ver diretamente e oficialmente como o crime está disposto na Lei.

Eventualmente, você também pode usar os trechos em trabalhos estudantis, atividades acadêmicas e até mesmo causas próprias. Confira o Decreto-Lei No 2.848, de 7 de Dezembro de 1940:

Apropriação indébita

    Art. 168 – Apropriar-se de coisa alheia móvel, de que tem a posse ou a detenção:

    Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa.

    Aumento de pena

  •     1º – A pena é aumentada de um terço, quando o agente recebeu a coisa:

    I – em depósito necessário;

    II – na qualidade de tutor, curador, síndico, liquidatário, inventariante, testamenteiro ou depositário judicial;

    III – em razão de ofício, emprego ou profissão.

    Apropriação indébita previdenciária (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    Art. 168-A. Deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e forma legal ou convencional: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos, e multa. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

  •     1o Nas mesmas penas incorre quem deixar de: (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    I – recolher, no prazo legal, contribuição ou outra importância destinada à previdência social que tenha sido descontada de pagamento efetuado a segurados, a terceiros ou arrecadada do público;  (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    II – recolher contribuições devidas à previdência social que tenham integrado despesas contábeis ou custos relativos à venda de produtos ou à prestação de serviços;  (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    III – pagar benefício devido a segurado, quando as respectivas cotas ou valores já tiverem sido reembolsados à empresa pela previdência social.  (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

  •     2o É extinta a punibilidade se o agente, espontaneamente, declara, confessa e efetua o pagamento das contribuições, importâncias ou valores e presta as informações devidas à previdência social, na forma definida em lei ou regulamento, antes do início da ação fiscal. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)
  •     3o É facultado ao juiz deixar de aplicar a pena ou aplicar somente a de multa se o agente for primário e de bons antecedentes, desde que:  (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    I – tenha promovido, após o início da ação fiscal e antes de oferecida a denúncia, o pagamento da contribuição social previdenciária, inclusive acessórios; ou  (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    II – o valor das contribuições devidas, inclusive acessórios, seja igual ou inferior àquele estabelecido pela previdência social, administrativamente, como sendo o mínimo para o ajuizamento de suas execuções fiscais. (Incluído pela Lei nº 9.983, de 2000)

    Apropriação de coisa havida por erro, caso fortuito ou força da natureza

    Art. 169 – Apropriar-se alguém de coisa alheia vinda ao seu poder por erro, caso fortuito ou força da natureza:

    Pena – detenção, de um mês a um ano, ou multa.

    Parágrafo único – Na mesma pena incorre:

    Apropriação de tesouro

    I – quem acha tesouro em prédio alheio e se apropria, no todo ou em parte, da quota a que tem direito o proprietário do prédio;

    Apropriação de coisa achada

    II – quem acha coisa alheia perdida e dela se apropria, total ou parcialmente, deixando de restituí-la ao dono ou legítimo possuidor ou de entregá-la à autoridade competente, dentro no prazo de quinze dias.

    Art. 170 – Nos crimes previstos neste Capítulo, aplica-se o disposto no art. 155, § 2º.

Como evitar a apropriação indébita

Por fim, é bom ressaltar uma dica muito útil para evitar e se prevenir do crime de apropriação indébita: cláusulas de contrato. Produza contratos oficiais com ajuda de especialistas em Direito, principalmente relacionados a Direito de Patrimônio.

Deixe claro no contrato que o cliente estará sujeito a acusação de apropriação indébita caso aja como proprietário do bem em sua posse. Dessa forma, além da lei a seu favor, você terá as evidências de contrato, que te ajudarão em processos judiciais.

Além disso, tenha sempre em mãos os documentos e comprovantes que evidenciam que você é o dono do patrimônio. Pode ser recibos de pagamento, contas em seu nome e certidões de posse e manuseio.

Significado de período sabático

Você sabe o significado do termo “período sabático”? Aqui você vai descobrir ao que ele se refere, sua relação com os direitos trabalhistas e toda a sua origem e definições. Muitas pessoas também conhecem o termo “ano sabático”. Vou te explicar cada um deles.

O termo “período sabático” se refere a um momento da vida ou carreira de alguém em que há uma pausa em suas atividades. No geral, quando alguém fala que vai passar por um período sabático, ela quer dizer que vai se afastar do trabalho ou estudos por algum tempo.

Muitos são os motivos para aderir a um período sabático. Geralmente está relacionado a algum momento de mudança e/ou reflexão. Outras vezes é uma espécie de prêmio que alguém dá a si mesmo depois de um longo período de trabalho ou grande conquista obtida com dificuldade.

Período sabático: O que significa

A palavra “sabático” deriva de “sábado”, uma referência ao dia de descanso na ideologia e história cristã-hebraica. É como se chama o período da vida em que alguém se afasta do trabalho ou estudo para se dedicar a si, interesses pessoais ou apenas repousar.

Homem de frente ao mar
Esse período costuma durar de três meses a dois anos (Foto: depositphotos)

Segundo a bíblia, Deus criou o mundo em 6 dias e descansou no 7º deles. Isso acabou definindo o conceito de semana que usamos até hoje. Sendo o domingo o primeiro dia da semana e o sábado o último.

Desse modo, os judeus praticantes tiram um dia sabático na semana. O período sabático, por sua vez, é justamente um prolongamento deste momento de repouso e descanso. E não é usado apenas pelos judeus, apesar da relação originária com a religião.

Origem do termo

O termo surgiu do vocabulário hebraico e significa “repouso”. Faz referência ao dia de recolhimento e descanso semanal dos judeus. É citado no Antigo Testamento da bíblia para se referir ao período em que a terra ficava sem cultivo após um ciclo fértil.

A primeira definição oficial sobre esse termo, já em um contexto mais atual, diz que período sabático é sair do emprego, tirar um tempo para si mesmo(a) e se aprofundar em interesses pessoais.

Estes interesses podem ser cursos, uma viagem, novas experiências, aprender um novo hobbie ou mesmo construir algo. Está sempre associado a uma jornada de autoconhecimento.

Como surgiu no cenário profissional

Em 1880, o professor e filósofo da Universidade de Harvard (Cambridge, EUA) Charles Lanman estava pensando em deixar o seu emprego e avisou a instituição. Em contrapartida, para não perder o profissional, Harvard lhe ofereceu 1 ano sabático remunerado a cada 6 anos de trabalho.

De lá para cá, algumas grandes empresas aderiram ao mesmo pensamento, a fim de manter a satisfação e qualidade mental do seu quadro de funcionários importantes. Infelizmente, são apenas altos cargos que possuem essa vantagem na maioria das empresas. Executivos, diretores e gerentes-gerais são exemplos.

Isso não interfere nos outros direitos trabalhistas conquistados como férias ou licença-maternidade, por exemplo. As empresas não têm obrigação nenhuma de fornecer esse privilégio, por enquanto.

O período sabático, enquanto privilégio profissional e inovador das empresas, não necessariamente dura 1 ano. Algumas empresas oferecem 6 meses sabáticos, ao invés de 1 ano. Isto sempre a cada 6 anos de trabalho.

Então é um direito do trabalho?

Não. Apesar de alguns países já estudarem essa possibilidade, ainda não é um direito trabalhista. É uma ideologia empresarial até o momento, aplicada geralmente em empresas e instituições de grande porte e com propostas inovadoras.

O que se espera é que em um futuro próximo o período sabático seja um direito trabalhista garantido. Essa já é uma discussão recorrente quando a pauta são as questões que envolvem quadros psicológicos dos profissionais.

A psicologia e psiquiatria estudam o período ou jornada sabática como uma alternativa de diminuir casos de doenças mentais como a Síndrome de Burnout e a depressão.

Período sabático e férias: Qual a diferença?

Falamos acima que algumas empresas oferecem o período sabático remunerado a alguns dos seus funcionários, mas é bom deixar claro que ele não tem nada a ver com as férias. Não é um direito de descansar, é um afastamento total do trabalho.

Diferente das férias, que são um direito trabalhista em muitos países, o período sabático não possui relação com a vida profissional, é um total desligamento. Sim, mesmo parecendo radical, sair do emprego (ainda que temporariamente) é necessário para se aderir a um período sabático, em seu significado real.

Outro detalhe é que o período sabático geralmente dura mais do que os 15 ou 30 dias de férias. Um período sabático curto geralmente leva pelo menos 3 meses, segundo os praticantes. É um momento que dá para viajar bastante e realizar cursos.

Há pessoas que aderem a mais de 2 anos de período sabático para se sentirem realizadas. Por isso, 1 mês de férias não pode ser comparado com uma jornada sabática.

Não confunda com afastamento profissional

O afastamento profissional é uma decisão da empresa de pausar as atividades de um funcionário ou colaborador para que ele realize algum aperfeiçoamento de carreira.

Acontece muito com pessoas que ganham a oportunidade de fazer um MBA, Mestrado ou curso internacional.

Nesse caso, o colaborador não se desligou do trabalho, só o pausou para depois voltar com novas aptidões e experiências. A empresa vê isso como um investimento indireto. No período sabático a pessoa se dedica a algo completamente distinto e distante do trabalho.

O que é um ano sabático?

Um período sabático não precisa levar exatamente 1 ano. Esse tempo é baseado em um costume judaico conhecido como “sabá” (shabat, em hebraico). Se refere ao período de tempo em que o judeus promoviam um ano de descanso, reflexão e outras atividades diferentes do trabalho e estudos religiosos.

De acordo com a bíblia judaica, o ano sabático deve acontecer de 7 em 7 anos. Pois esse era o tempo do sabá da agricultura. Desse modo, os judeus plantavam na terra por 7 anos e deixavam 1 ano sem agricultura no local, para o solo se recuperar. Isso se chamava “Shemitá”, que quer dizer “libertação”.

Exemplo no cinema

Por fim, vamos falar sobre um dos exemplos mais famosos de período sabático. Neste caso, retratado em um filme longa-metragem.

Em 2010, o filme “Comer, Rezar e Amar”, protagonizado pela famosa atriz Julia Roberts fala sobre o período sabático. Na trama, baseada no livro e vida da escritora Elizabeth Gilbert, uma escritora adere a uma jornada sabática após problemas em sua vida pessoal.

No exemplo do filme, a personagem viaja por países diferentes. Ela  vive experiências que considera importantes para a sua vida, mente e bem-estar.

Em 2006, o livro que detalha momentos do período sabático foi considerado um dos cem melhores livros do ano pelo jornal The New York Times. Até o lançamento do filme, mais de 4 milhões de exemplares já haviam sido vendidos.

Significado de boêmio

Você conhece o significado da palavra boêmio? Este é um termo muito comum na língua brasileira, principalmente no ambiente da literatura, música e artes. Você também já deve ter ouvido alguém se referir a outra pessoa usando essa palavra. Por isso, veja aqui todas as informações sobre essa denominação.

Boêmio é um adjetivo proveniente da palavra boêmia. É usada para caracterizar o indivíduo que vive sem preocupações, curtindo a vida, as ruas e as festas. Contudo, o termo original se refere a quem nascia na Boêmia, atual República Tcheca.

O termo pode ser usado de forma positiva e negativa. Ser “boêmio” há alguns anos era bem visto no Brasil. No geral, representava homens bem vestidos, sociáveis e bem de vida que viviam em festas, bares, restaurantes e eventos.

Hoje em dia, o adjetivo pode ser usado pejorativamente ao xingar uma pessoa preguiçosa, por exemplo. “Paulo não quer trabalhar ou estudar, só quer curtir a vida. Paulo é um boêmio!”.

Significado de boêmio

Em primeiro lugar, vamos falar um pouco sobre a origem do termo em questão. Quem nascia na região da Boêmia era chamado por esse termo. Os boêmios eram nômades, o que aos poucos virou sinônimo de ciganos. Essa comparação foi essencial para que o sentido da palavra se tornasse o que é hoje.

Grupos de homens bebendo cerveja
O termo faz relação a pessoa que só gosta de beber e viver em festas (Foto: depositphotos)

Boêmio quer dizer “pessoa de vida despreocupada”, mas somente quando essa característica está ligada a tendência da mesma em frequentar festas, bares, restaurantes e eventos. Isso tudo ao mesmo tempo.

Segundo o dicionário, o termo boêmia está associado à ideia de irresponsabilidade, vícios, dissolução, embriaguez e ócio. Ainda hoje, é uma palavra muito usada para caracterizar pessoas com poucas responsabilidade e disciplina.

É como chamam as pessoas que se importam mais em curtir a vida do que trabalhar e/ou estudar. Com o passar do tempo, o termo foi mudando de contexto no Brasil. Antes, era um sinônimo de boa vida, hoje pode ser usado pejorativamente para se referir a alguém que vive festejando e “não faz nada da vida”.

Quando se faz a comparação dos boêmios aos ciganos, na história etimológica da palavra, isso se deve ao fato de que muitas pessoas acreditam que ciganos são despreocupados, preguiçosos e só gostam de festejar. Um preconceito antigo sobre essa filosofia e forma de viver.

Por outro lado, as duas palavras não são sinônimos. Ser boêmio não significa ser cigano, não se apegar a bens materiais ou ser nômade, como agem grande parte dos ciganos. Pelo contrário, o termo boêmio é muito associado ao cenário urbano.

O que é ser boêmio?

Pelo fato de o termo boêmio ser um adjetivo qualitativo (ou seja, exprime qualidade/característica), ele pode ser usada para falar bem ou mal de alguém. Ser boêmio, portanto, tem duas definições. Uma positiva e uma negativa. Confira:

Definição positiva: Indivíduo que vive sem regras, limites ou padrões. Aquele(a) que vive alegre, livre e feliz. Que se preocupa mais em estar bem e curtir a vida.

Definição negativa: Indivíduo que não tem o que fazer, vive uma boa vida e não é produtivo. Aquele(a) que não possui função na sociedade e só quer viver no luxo e nas festas.

O cantor, sambista e compositor Zeca Pagodinho é tido como o maior exemplo de boêmio no Brasil. Apesar de seguir a profissão no ramo da música, o artista é visto como um homem despreocupado, que adora tomar cerveja e curtir a vida com amigos e parentes.

O que é ter uma vida boêmia?

Ter uma vida boêmia é uma expressão que pode ser traduzida em curtir a vida acima das preocupações comuns, como trabalhar, estudar ou cuidar da casa.

Origem e evolução do termo

Em primeiro lugar, “boêmio” é uma palavra que deriva do francês “bohème”, que é como se referiam aos habitantes da Boêmia e do topônimo latino medieval Bohemus (país do Boii, um antigo povo celta da Europa Central).

Como já citado, o termo bohéme foi como as pessoas começaram a chamar os ciganos franceses. Isso no século XV. Nessa época, o termo era negativo e era usado para citar pejorativamente esses indivíduos ou mesmo como xingamento.

No século XVII, a palavra bohème começou a ser usada para se referir à pessoas que levam uma vida sem regras. Foi quando a associação começou a ser parecida como é hoje em dia. Caracterizava o estilo de vida despreocupado com bens materiais, projetos ou normas da sociedade.

Um pouco mais a frente, mas ainda no século XVII, os europeus começaram a chamar artistas, pintores, escritores e poetas de bohème. Afinal, eram estas profissões geralmente eram exercidas por pessoas de classe baixa, que moravam em bairros ciganos.

A presença nas artes

Logo em seguida, os artistas e criadores das mais variadas formas de arte, começaram a incluir o termo bohème em suas obras e canções. Foi uma estratégia bem eficaz para tornar o termo positivo, ao invés de negativo como era o costume.

Por exemplo, no século XIX, o movimento artístico às margens do movimento romântico (contudo, sem nome), começou a colocar os bohème como os homens apaixonantes, sedutores, que levam seus amores ao extremo e mexem com a cabeça das mulheres.

O famoso escritor Balzac é autor do livro “Um Príncipe da Boémia” (1844). A obra ficou famosa, principalmente pelos inúmeros elogios ao comportamento despreocupado e romântico dos bohème.

Portanto, pode-se dizer que o movimento boêmio (artístico e como estilo de vida), propriamente, nasceu na Paris do século XVII e teve o seu auge nos anos XX. Foi um movimento que inspirou várias produções e locais.

Moulin Rouge, Montmartre, o café d’Harcourt, a rua dos Mártires, o cais das Flores e a ra de Tour d’Auvergne são pontos de Paris antigamente tidos como locais de boêmia. O movimento teve ser artistas famosos também, como por exemplo Paul Verlaine, Amedeo Modigliani e Arthur Rimbaud.

Quando o termo chegou no Brasil?

Não se sabe exatamente quando o termo chegou ao português brasileiro, mas a sua difusão ocorreu no século XIX no Rio de Janeiro. A vivência da boêmia carioca se assemelhava muito a boêmia parisiense, principalmente no quesito artes.

O movimento boêmio brasileiro surgiu com força em meio às revoluções francesas de 1848. As notícias francesas chegavam ao Brasil, e claro, traziam o termo “bohème”, que foi traduzido como “boêmio”.

Logo, o termo começou a ser usado no Brasil para se referir a intelectuais, artistas, pintores, poetas que não possuíam fortuna. Mais tarde, começou a ser usado para caracterizar indivíduos de vida despreocupada e que adoram comemorar.

Grupos de boêmios
No Brasil, o termo passou a ser usado para se referir a intelectuais, artistas, pintores, poetas (Foto: depositphotos)

Relação com o “jeitinho brasileiro”

Ser boêmio possui relação direta com algumas características atribuídas ao conceito de “jeitinho brasileiro”. Esta última expressão se refere a forma como o brasileiro consegue o que quer através da lábia, improvisos e pequenas corrupções no dia-a-dia.

Muitas pessoas atribuem a ideia de que o boêmio é o típico cidadão-exemplo do “jeitinho brasileiro”. Contudo, ser boêmio não quer dizer viver de improviso ou cometer pequenas corrupções. Significa viver curtindo a vida sem preocupações.

Chapéu de boêmio: o que é?

Esse é um tópico engraçado, que só faz sentido no Brasil. O chapéu de boêmio nada mais é que o chapéu fedora. Você provavelmente lembra desse chapéu como o o acessório que o seu avô e outros homens mais velhos usavam e ainda usam.

O título “chapéu de boêmio” surgiu porque os homens usavam esse chapéu quando saíam para festejar, passear e paquerar. Esse hábito e acessório eram bem comum em capitais como Rio de Janeiro, São Paulo e outras capitais litorâneas.

Logo, os homens conhecidos como boêmios usavam este chapéu tipo de chapéu. Portanto, o acessório foi relacionada com o hábito da boêmia.

Músicas famosas sobre o termo

O cenário da música, assim como a poesia e literatura, possuem muitas informações e filosofias da vida boêmia. Algumas músicas, contudo, foram grandes sucessos no Brasil e no mundo inteiro! Elas retratam, quase sempre positivamente, o comportamento boêmio.

Algumas dessas canções foram grandes hits! Veja abaixo alguns exemplos famosos de músicas que você já deve ter ouvido e que falam sobre boêmia e boêmios:

“Bohemian Rhapsody” da banda Queen

Bohemian Rhapsody (Rapsódia Boêmia) é o maior sucesso da banda britânica de rock Queen. O grupo tem como vocalista Freddie Mercury, um dos nomes mais conhecidos da história da música mundial.

Veja um trecho da música: “Porque eu fácil venho, fácil vou / Lá em cima, lá embaixo / Não importa pra onde o vento sopre / Nada realmente importa para mim / Para mim”.

“A Volta do Boêmio” de Nelson Gonçalves

Se você é brasileiro, com certeza já deve ter ouvido essa música! Nelson Gonçalves foi um dos cantores e compositores brasileiros mais famosos que já existiu. Apenas Roberto Carlos vendeu mais álbuns que ele. Mesmo assim, Nelson Gonçalves tem mais 81 milhões de cópias de discos vendidos.

A música “A Volta do Boêmio” é a mais famosa da sua carreira. Veja um trecho da canção: “Boemia, aqui me tens de regresso / E suplicante te peço a minha nova inscrição / Voltei pra rever os amigos que um dia / Eu deixei a chorar de alegria, me acompanha o meu violão”.

Significado de misoginia

De tanto ouvir falar você pode se perguntar  “o que é misoginia?” ou “o que é um homem misógino?”. Essa expressão está cada vez mais presente no Brasil devido ao crescente conhecimento sobre o movimento feminista.

Dentre tantos outros termos da causa, misoginia deve ser o menos comum até então. No entanto, a palavra de origem grega quer dizer algo bem presente na sociedade brasileira, o ódio contra as mulheres.

De acordo com dados do Atlas da Violência de 2018, 12 mulheres são assassinadas por dia no Brasil. Esse número coloca o país em 5º lugar no que se refere as maiores taxas de homicídios femininos no mundo.

Mas afinal, qual a importância de conhecer o significado de misógino? A principal resposta para essa questão é que depois de entender a definição de misoginia é possível combatê-la com leis. A seguir você compreende melhor os desdobramentos desse termo na sociedade brasileira.

Significado de misógino

Diante do significado de misoginia, isto é, o ódio contra o sexo feminino, pode-se deduzir que misógino é aquele que pratica e prega a aversão às mulheres. Mas esse ódio não significa apenas repulsa, mas também desprezo, intolerância e uma certa supremacia.

Assim, ser misógino é acreditar ser superior ao sexo feminino. Também é achar que por essa superioridade, as mulheres devem ser submissas ao homem. Dessa forma, as colocam como frágeis e incapazes de prover a família.

Homem eliminando desenho de mulher
Ser misógino é acreditar ser superior ao sexo feminino.(Foto: depositphotos)

Portanto, é através da misoginia que surgem os diversos tipos de violência contra as mulheres, como a física, psicológica e sexual. E essas agressões são causadas em qualquer âmbito da sociedade, tanto em casa, como na rua ou no próprio trabalho.

Por exemplo, ideias como “mulher deve ganhar menos porque engravida” ou “uma mulher não consegue criar os filhos sozinha e nem sustentar uma casa”, são estruturadas em um pensamento misógino. Para combatê-las é necessário conhecimento sobre o tema e sobre as leis que protegem o sexo feminino.

Misoginia é crime?

A misoginia é considerada crime no Brasil e deve ser investigada pela Polícia Federal, conforme aplica-se nas Lei de número 10.446, após a emenda da deputada federal Luizianne Lins (PT-CE).

Mediante essa alteração, a lei ganhou um tópico a mais, o VII: “quaisquer crimes praticados por meio da rede mundial de computadores que difundam conteúdo misógino, definidos como aqueles que propagam o ódio ou a aversão às mulheres.”

Além dessa lei, existem outras que foram criadas com o intuito de proteger a mulher contra a misoginia. A primeira delas foi estabelecida em 2006, chamada de Lei Maria da Penha, criminalizando todo tipo de violência doméstica.

Três anos mais tarde, já em 2009, uma alteração na Lei de  12.015 , aumenta a proteção ao sexo feminino. A partir do acréscimo do termo “ato libidinoso”, beijos forçados e mulheres que são obrigadas a ter relações sexuais com os maridos estão mais asseguradas.

Um pouco mais tarde, foi introduzida a Lei do Feminicídio de número 13.104/2015 . Além disso, o crime contra a mulher por razões da condição de sexo feminino passa a ser hediondo.

Mais recentemente, o ministro Dias Toffoli sancionou a lei que criminaliza a Importunação Sexual, enquanto presidente em exercício. Com isso, homens que se masturbam ou ejaculam em público podem ser enquadrados na nova lei. Além disso, o projeto também aumenta a pena para estupro coletivo.

Apesar dessas últimas leis não usarem o termo misoginia, elas se enquadram nesse conceito. Isso porque, muitos dos casos de violência contra a mulher e feminicídio são provocados devido ao machismo e misoginia enraizados na sociedade.

Misoginia no Brasil

Assim como em outros lugares do mundo, a misoginia no Brasil surge devido a cultura do machismo. O discurso patriarcal coloca o homem como centro, enquanto que para as mulheres restam às margens da sociedade.

Como consequência desse cenário, diversas formas de violência passam a afetar a vida das mulheres. Uma delas é a violência doméstica, um das formas mais comuns de manifestação da misoginia.

Muitas das vezes, a mulher começa a ser proibida pelo marido de realizar simples atividades, como trabalhar, estudar, sair de casa etc. Ao passar do tempo, essa violência pode tramitar entre a violência psicológica, sexual e física.

Por fim, se nada for feito para mudar essa realidade, o último efeito da misoginia é a morte da mulher.  Mas claro que isso não ocorre apenas com casais, mas é comum que situações de violência sejam encontradas em todos os âmbitos, até mesmo no trabalho.

Além de assédio moral e sexual nos ambientes de trabalho, as mulheres também se deparam com outros problemas. Um exemplo disso é a falta de reconhecimento dos seus serviços pelo simples fato de ser do sexo feminino.

Atualmente, as mulheres ganham menos que os homens mesmo sendo a maioria com ensino superior. De acordo com o estudo Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil, o sexo feminino ganha 75% do que o sexo masculino ganha.

Essa disparidade é fundamentada nos fatores que estão associados aos papéis de gênero impostos na sociedade por uma conjuntura machista, misógina e patriarcal.

Mulher sendo agredida por marido
As agressões são causadas em qualquer âmbito da sociedade, tanto em casa, como na rua ou no próprio trabalho(Foto: depositphotos)

Misoginia antônimo

Mas, da mesma forma em que há um nome dado ao ódio pelas mulheres, há também uma nomenclatura para o contrário desse sentimento. Assim,o antônimo de misoginia é filoginia.

Nesse sentido, trata-se do amor sentido pelo sexo feminino. Também cabem como sentimentos o respeito, carinho, admiração, afeto e apreço por todas as mulheres.

Com esses sentimentos, é possível acabar com a cultura do ódio contra as mulheres. Portanto, é preciso trabalhar o respeito as diferenças desde cedo nas escolas e dentro de casa.

O que é sexista e misógino?

Como já foi mencionado, um ser misógino é aquele quem tem aversão ao sexo feminino. Mas o que é sexista? Apesar de diferente, esse termo também possui ligação com a misoginia, pois ele também está relacionado com a discriminação baseada por gênero. 

Nesse caso, sexista é aquele que destila ódio e preconceito por qualquer tipo de gênero. Mas mesmo assim, o público feminino continua sendo o alvo principal.

Misoginia e misandria: qual a diferença?

Da mesma maneira em que há o preconceito contra as mulheres, há também a descriminação pelos homens. Chamado de misandria esse termo refere-se à repulsa ou ódio contra o sexo masculino.

No entanto, mesmo existindo na sociedade, a misandria é muito inferior e menos prejudicial que a misoginia. Isso porque, a cultura machista ainda está intensamente presente na sociedade.

De uma forma ou de outra, é dever de cada cidadão lutar para que nem a misandria e nem a misoginia seja espalhada. Por isso, é preciso combater toda essa cultura do ódio com informação, educação e, se preciso, leis. Só assim para que mulheres e homens possam viver em uma sociedade justa.

Significado de equinócio de primavera

O equinócio de primavera é um fenômeno natural que marca o início dessa estação. Saber o significado dele é uma maneira de entender ainda mais sobre os fenômenos da natureza.  Por exemplo, você sabe quando ele ocorre e quantas vezes ao ano ele aparece?

Essas e outras respostas a respeito do equinócio de primavera podem ser encontradas neste artigo. Vamos explicar ainda qual a relação desse acontecimento com a Maçonaria e que tipo de ritual pode ser feito durante esse episódio da natureza.

Também abordamos a diferença entre equinócio e solstícios. Assim como o que representa a primavera, mais conhecida como a estação das flores.

Significado de equinócio de primavera

Antes de mais nada, é preciso ressaltar que a palavra equinócio é a junção de dois termos latinos, são eles: aequus (igual) e nox (noite). Dessa maneira, significa dizer que é um fenômeno em que o dia e a noite possuem a mesma quantidade de horas.

Mulher com braços abertos em jardim
No Brasil, o equinócio de primavera costuma ser entre 22 ou 23 de setembro (Foto: depositphotos)

Por isso que de acordo com a National Geographic , “equinócio é o momento em que o dia e a noite têm a mesma duração”. E ao contrário do que se possa imaginar, esse fenômeno ocorre em todos os planetas do sistema solar.

No caso da Terra, o equinócio de primavera ocorre quando o Sol está voltado diretamente para a linha do Equador. Com isso, a zona crepuscular, que é a linha que separa o lado claro e o escuro da Terra, atravessa os dois polos. Consequentemente, dividem perfeitamente o sol e a escuridão.

Na região do Hemisfério Sul, onde o Brasil está localizado, a data do equinócio de primavera costuma ser entre 22 ou 23 de setembro. Nessa data, tanto o dia como a noite possuem 12 horas de duração.

Após equinócio de primavera onde o sol se põe?

No equinócio de primavera o Sol nasce exatamente no leste. Por essa razão, ele se põe no ponto cardeal oeste.

Equinócio da primavera na Maçonaria

A Maçonaria tem relação com os fenômenos da natureza, pois entende que eles regulam as atividades econômicas, sociais e culturais das mais diversas sociedades. Dessa maneira, incluem as estações do ano como fatores influenciadores na vida das pessoas.

No caso do equinócio de primavera, momento que marca o início dessa estação, essa sociedade acredita que este é o instante para o renascer. Isso porque, vêem a primavera como uma estação responsável por diversas mudanças.

Por essa razão, acreditam que essa seja a época ideal para buscar a harmônia, socialização e equilíbrio. Nesse momento, a Sociedade Maçônica convida que cada irmão trabalhe para que a comunidade floresça, assim como as flores nessa estação.

Ritual para o equinócio de primavera

Assim como na Maçonaria, muitas pessoas também acreditam na simbologia que a data do equinócio de primavera possui. Dessa forma, adotam alguns rituais para suas vidas, crenças que vêm de hábitos de povos antigos, como os celtas.

Nesses casos, indica-se que as pessoas aproveitem a chegada da primavera para se reconectarem com a mãe natureza. Para isso, sugerem alguns ritos, como os citados a seguir:

  • Uso de roupas mais claras ou com estampas de flores
  • Enfeitar a casa com frutas e flores
  • Tomar banhos perfumados com cravo e canela
  • Acender velas perfumadas e de cores claras
  • Fazer passeio em parques e admirar a natureza como um todo, tanto os animais como as plantas

O que são equinócios e quando ocorrem?

Como já mencionado no início desse artigo, equinócios são os momentos em que a Terra recebe a mesma quantidade de luz e de escuridão. Só existem dois tipos de equinócios, o de primavera e o de outono.

Ambos marcam a chegada dessas estações e por isso só ocorrem uma vez ao ano cada. Enquanto o Hemisfério Sul recebe o equinócio de primavera em setembro, o Hemisfério Norte contempla a chegada do outono. Já quando o Sul recebe o equinócio de outono em março, o Norte tem o de primavera.

Equinócios e solstícios

Além dos dois equinócios que ocorrem durante o ano, outros fenômenos aparecem para complementar essa manifestação da natureza. Chamados de solstícios, esses momentos marcam a chegada do verão e do inverno nos hemisférios.

Enquanto os equinócios indicam a igualdade de radiação solar, os solstícios são momentos que marcam a maior desigualdade na distribuição de luminosidade no planeta.

Chamados de solstício de inverno e solstício de verão, cada um deles ocorre uma vez ao ano. Ainda tomando como exemplo o Hemisfério Sul, o de inverno chega em junho, geralmente no dia 21. Já no Hemisfério Norte, chega em dezembro.

De forma contrária ocorre a chegada do solstício de verão. Isso porque no Sul ele vem no mês de dezembro e no Norte espera-se pela estação em junho.

O que representa a primavera?

Dependendo do hemisfério, a primavera recebe nomes diferentes. Por exemplo, no Sul ela é chamada de “primavera austral” e no Norte de “primavera boreal”.

Mas, independentemente do nome atribuído, essa estação é relacionada ao reflorescimento da flora terrestre. Ou seja, nessa época as flores voltam a nascer nas árvores formando cenários lindos na natureza, sendo por isso uma estação muito querida pelas pessoas.

E, como vimos, a estação das flores chega através do equinócio de primavera. O qual ocorre uma única vez ao ano, trazendo simbologia e rituais para diversas sociedades, incluindo a Maçonaria.

Significado de amizade colorida

Se você é do tipo que se liga em algumas taxações, certamente já deve ter ouvido o termo “amizade colorida”, certo? Mas, você sabe ao certo qual o significado de amizade colorida? Caso a resposta tenha sido negativa, você chegou ao lugar certo.

Nesse artigo você vai ficar por dentro de todos os significados dessa expressão, assim como aprender um pouco mais sobre ela no que diz respeito a forma com que as pessoas costumam usá-la no dia a dia.

Essa é uma expressão que se tornou atemporal, usada por várias gerações. Hoje, com a evolução dos termos, não se ouve falar em amizade colorida com tanta frequência, por esse motivo essa expressão ainda é desconhecida por muitas pessoas.

O que é amizade colorida

O que caracteriza uma amizade colorida é quando duas pessoas se dispõem a cultivar um relacionamento onde há interação ou intenção sexual. É quase como se fosse um namoro, porém, algumas obrigações estão suspensas.

Na amizade colorida é possível identificar entre os parceiros a troca de carinhos comuns, como é o caso de abraços, beijos e até carícias mais íntimas. Nesse caso, o compromisso de namoro não é uma realidade.

Casal do amigos
Na amizade colorida, há a relação de amizade divertida entre as partes (Foto: depositphotos)

A amizade colorida é um tipo de relação que está avesso a idade, ou seja, ela pode acontecer em qualquer faixa etária, desde os pré-adolescentes até as pessoas na terceira idade. O importante é que ambas estejam cientes da situação.

Para quem opta seguir esse tipo de relação, é preciso está ciente do não compromisso, ou seja, tudo pode acabar na velocidade que começou. Tem também os casos em que a amizade colorida evolui para um namoro propriamente dito.

Isso é importante ressaltar já que é comum algumas pessoas se envolverem demais e começar a cobrar atitudes que não fazem parte desse tipo de “relacionamento”, sobretudo o ciúme e a satisfação excessiva.

Características

Depois de conhecer todos os detalhes sobre amizade colorida, agora chegou a hora de ficar por dentro das principais características dessa modalidade de relacionamento. Algumas delas, inclusive, é fator decisivo para que muita gente opte por ela.

  • Não existe compromisso como em um namoro, por exemplo
  • Relação de amizade divertida entre as partes
  • Os dois amigos não tem obrigação de fazer os programas que só o outro gosta
  • Extinção de cobranças
  • Sexo sem envolvimento amoroso
  • O Dia dos Namorados não é uma data comum de ser comemorada entre as pessoas que optam pela amizade colorida
  • Não existe obrigação de conhecer e conviver com parentes como sogra, sogro, cunhados, entre outros

Amizade colorida pode virar namoro?

Essa é uma resposta bastante simples de ser respondida, até porque, há pouco foi citada a possibilidade da amizade colorida se transformar sim em namoro. Isso acontece pela própria afinidade que o casal vai tendo.

Da mesma forma que o namoro pode surgir naturalmente, o fim geral da relação pode também ser uma realidade. Por isso é bom que a pessoa esteja preparada para tudo, caso levar a relação a frente seja um dos seus desejos.

Amizade colorida nos dias de hoje

Hoje em dia a amizade colorida é um tipo de relação bastante fácil de ser identificada entre as pessoas. Porém, muita gente conhece por outro nome. O mais comum entre eles é o “ficar”.

Esse tipo de relação entre duas pessoas possui o mesmo tipo de característica da amizade colorida, incluindo também a parte da intimidade. O “ficar” é comum entre os jovens, sobretudo nas noites de balada.

Esse é uma modalidade de relacionamento que não existe qualquer tipo de cobrança em relação a fidelidade. Porém, assim como também acontece com a amizade colorida, ele pode evoluir para o namoro.

O “ficar” entre as pessoas pode ser repetido mais de uma vez em curto intervalo de tempo. Esse tipo de relação não é exclusividade dos jovens. Pessoas de outras idades também aderem a onda do ficar.

Amizade colorida é “relacionamento aberto”?

Existem alguns pontos que diferenciam a amizade colorida do relacionamento aberto. Em um relacionamento aberto as duas pessoas possuem um tipo de envolvimento, porém, estão disponíveis para um envolvimento físico com outras pessoas.

Em um relacionamento aberto, as pessoas assumem um compromisso, porém, como dito anteriormente, estão abertas a conhecer outras pessoas sem que isso seja visto como um ato de traição ou infidelidade.

A principal diferença entre amizade colorida e relacionamento aberto está justamente no ponto discutido anteriormente: não existe um compromisso firmado. Na amizade colorida, as pessoas estão se curtindo.

Casal no cinema
Em muitos casos, a amizade colorida evolui para namoro (Foto: depositphotos)

A amizade colorida para homens e mulheres

A realidade dos fatos é que, homens e mulheres costumam ter interpretações diferentes sobre determinados assunto. Com a questão de amizade colorida não haveria de ser diferente.

Esse é um ponto bastante complicado de ser analisado, justamente pelo fato de não haver condições de se traçar uma posição coerente entre os gêneros, principalmente quando o assunto é a amizade colorida.

Amizade colorida para as mulheres

Dependendo da personalidade da mulher em questão, até pelo próprio lado sentimental que acaba falando mais alto, ver a amizade colorida evoluir para um relacionamento é uma realidade.

Dessa forma, por mais que não exista um compromisso, a mulher tem maior facilidade de cultivar um sentimento mais profundo em relação a amizade colorida. Agora, isso não é visto como via de regra.

Da mesma forma que existe mulheres com essas características, outras agirão de forma a seguir a risca o significado de amizade colorida.

Amizade colorida para os homens

Diferente das mulheres, os homens tem o lado sentimental um pouco menos desenvolvido, sobretudo quando o assunto se refere a vida a dois. Mas vale ressaltar que essa avaliação não pode ser tomada como regra. Homem também é sentimental!

O homem normalmente concebe a ideia de que o sexo venha na frente do emocional. Isso garante que ele ocupe uma posição menos “apegada”, quando o assunto é um envolvimento sentimental mais sério.

Outro ponto que deve ser levado em consideração é o fato de ser pouco aceitável que um homem e uma mulher nutra uma relação de amizade, sem que exista um interesse sexual por trás de tudo.

Porém, mais uma vez, essa é uma avaliação bem vaga, mesmo porque, cada pessoa tem a sua personalidade e os seus conceitos.

Amizade colorida: questionamentos resolvidos

Chegando ao fim desse artigo, certamente você resolveu alguns questionamentos sobre a amizade colorida que ainda era recorrente em seu dia-a-dia. Mas, caso exista algum outro ponto, procure uma orientação de um psicólogo.

Além de envolver um profissional na jogada, você também pode conversar diretamente com o seu parceiro ou parceria para que, juntos, resolvam o que realmente estão vivenciando. O importante é estar feliz!